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(Texto reescrito e atualizado com mais informações)
Por José Roberto Gomes
SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – Uma menor quantidade de cana e
um maior direcionamento de matéria-prima para o etanol farão com
que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil durante a safra
2018/19 despenque 21 por cento na comparação com a temporada
passada e fique abaixo de 30 milhões de toneladas pela primeira
vez em nove anos, de acordo com a Archer Consulting.
Em revisão de estimativas divulgada nesta quinta-feira, a
consultoria projeta fabricação de 28,5 milhões de toneladas do
adoçante no ciclo iniciado em abril, contra 30,5 milhões na
previsão anterior e cerca de 36 milhões na safra passada.
O Brasil é o principal player do setor sucroenergético
mundial e a última vez que produziu menos de 30 milhões de
toneladas da commodity foi em 2009/10, com um volume semelhante
ao previsto atualmente.
A retração na produção de açúcar leva em conta uma menor
alocação de cana para o adoçante. Segundo a Archer, 39,9 por
cento da oferta de matéria-prima irá para a fabricação do
produto, frente 41,4 por cento considerados anteriormente.
Em razão da ampla oferta global, os preços internacionais do
açúcar estão no menor patamar em anos na Bolsa de Nova
York, desestimulando sua produção pelas usinas brasileiras.
Nesta quinta-feira, estão em alta de 1 por cento.
Em contrapartida, as cotações do etanol têm se mantido mais
remuneradoras para o setor local, em meio a valores da gasolina,
seu concorrente direto, perto de níveis recordes nos postos do
país.
A Archer prevê uma produção de 26,4 bilhões de litros de
álcool na safra vigente, praticamente estável ante a estimativa
passada e ligeiramente acima dos 26,1 bilhões registrados em
2017/18. Do total, 11,4 bilhões serão de anidro e 15 bilhões de
hidratado
A expansão ante o ciclo anterior só não é maior porque a
disponibilidade de cana neste ano será menor.
Conforme a consultoria, a moagem deverá cair para 563
milhões de toneladas, de 580 milhões na última previsão e 596
milhões em 2017/18, "embora esse número ainda não seja
conclusivo", disse o diretor da Archer, Arnaldo Luiz Corrêa, em
nota.
"O longo período sem chuvas ou com chuvas insuficientes nas
principais regiões produtoras de cana no centro-sul tem
provocado estresse no canavial, que está seco e começa a
preocupar os produtores. As quebras em algumas regiões pontuais
são alarmantes", alertou ele.
Se a previsão de moagem da Archer se confirmar, seria menor
volume desde a temporada 2012/13, que ficou abaixo de 550
milhões de toneladas.

(Edição de Luciano Costa e Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))

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