Clicky

MetaTrader 728×90

(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 16 Mai (Reuters) – O secretário do Tesouro,
Mansueto Almeida, disse nesta quarta-feira que a atual escalada
do dólar frente ao real não preocupa, e deixou claro que o Banco
Central é quem está monitorando esses movimentos no câmbio.
"O Tesouro sempre conversa com o Banco Central, troca
informação", afirmou ele quando questionado se o Tesouro
descarta atuar com o BC nos mercados.
"Questão de taxa de câmbio, questão de taxa de juros, é
Banco Central. Questão fiscal é ministério da Fazenda e
Planejamento. Então cada um na sua área de atuação. O que há, e
o que é comum, é um bom e excelente diálogo dentro da equipe
econômica", acrescentou.
Nesta manhã, o dólar mantinha a trajetória de alta
acompanhando o cenário externo, na casa de 3,68 reais, com os
investidores temendo juros mais altos do que o esperado nos
Estados Unidos este ano, já que altas adicionais influenciam o
fluxo global de recursos.
Mansueto repetiu a avaliação feita por membros da equipe
econômica nos últimos dias, destacando que o dólar tem subido
frente a outras divisas, inclusive ao euro.
"Essa volatilidade é uma coisa muito de curto prazo, muito
de atuação de mercado… Por enquanto não preocupa", afirmou.
Questionado sobre o impacto nas contas públicas da
renegociação de dívidas do Fundo de Assistência ao Trabalhador
Rural (Funrural), Mansueto afirmou que se todos os valores
devidos fossem renegociados de uma vez e neste ano, essa despesa
poderia chegar a 17 bilhões de reais.
Ele também reforçou que essa renegociação só poderá ocorrer
quando o Congresso Nacional aprovar uma lei prevendo dotação
orçamentária específica para este fim.
Em função do quadro ainda indefinido, as despesas
decorrentes do Funrural não deverão entrar no relatório de
receitas e despesas, que será divulgado até dia 22.
A jornalistas, ele reconheceu que nos últimos meses alguns
indicadores de atividade têm vindo "um pouquinho mais fracos do
que se esperava", e apontou que o time econômico está
trabalhando numa eventual revisão da perspectiva de crescimento
do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, hoje em 3 por cento.
Segundo ele, em tese, o PIB mais fraco afetaria as receitas
no ano, mas apontou que a arrecadação tem sido bastante boa,
vindo inclusive acima do esperado em abril. Também disse que os
royalties de petróleo também tendem a beneficiar, já que o
Orçamento do ano considerou cotação de 50 dólares o barril,
frente a cerca de 75 dólares atualmente.

(Por Marcela Ayres; Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: [email protected]))

MetaTrader 300×250

Assuntos desta notícia

Join the Conversation