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(Texto reescrito com mais informações e contexto)
SÃO PAULO, 9 Mai (Reuters) – A geradora AES Tietê
tem conseguido melhorar a performance do parque
eólico Alto Sertão II, comprado pela empresa junto à Renova
Energia no ano passado, disseram executivos da companhia em
teleconferência nesta quarta-feira.
A empresa, da norte-americana AES, pagou 600 milhões de
reais pelo empreendimento na Bahia, com 386 megawatts em
capacidade. Ela ainda assumiu 1,15 bilhão de reais em dívidas do
projeto e se comprometeu a pagar um adicional de até 100 milhões
de reais a depender do desempenho do ativo nos próximos cinco
anos.
Em agosto passado, o parque eólico tinha 14 aerogeradores
indisponíveis, número que foi reduzido pela AES Tietê para 2
máquinas em março e nenhuma em abril deste ano, segundo números
divulgados pela companhia.
Já o fator de paradas forçadas equivalentes do
empreendimento caiu de 9,6 por cento em agosto para 5,6 por
cento em março e 2,9 por cento no mês passado.
"Isso mostra nossa excelência quanto à manutenção dos
parques, sempre focados no aumento da eficiência, minimização de
perdas e aumento do resultado", disse o presidente da AES
Brasil, Julian Nebreda.
O parque eólico contribuiu com 32,8 milhões de reais para a
geração de caixa do primeiro trimestre, medida pelo lucro antes
de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). O Ebitda
consolidado da AES Tietê somou 258,9 mi no período, estável ante
o ano anterior.

AQUISIÇÕES NO RADAR
Executivos da AES Tietê disseram também que a empresa
pretende atingir sua meta de expansão em geração renovável até
2020 com aquisições, com foco na compra de projetos que tenham
sinergias com os ativos da companhia ou que tenham espaço para
ganhos de eficiência operacional.
A AES Tietê tem como objetivo chegar a 2020 com 50 por cento
da geração de caixa proveniente de usinas renováveis
não-hídricas e com contratos de longo prazo.
Mas a meta vem em um momento em que leilões do governo
brasileiro para viabilizar novos projetos de geração registram
preços cada vez mais baixos, em meio a uma acirrada disputa dos
investidores pelos contratos.
"Nossa visão básica é que nós devemos atingir a meta de 2020
com aquisições… Nós não vemos, realmente, que leilão vá ser
necessariamente nosso principal (foco), que vá ter um papel
relevante em nossa estratégia", disse Nebreda, durante
teleconferência com acionistas e investidores.

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CAIXA E DIVIDENDO
A AES Tietê fechou o primeiro trimestre do ano com uma
robusta posição de caixa, de 1,74 bilhão de reais, mas esse
valor pode cair para entre 200 milhões e 300 milhões de reais
com desembolsos já no radar da companhia, disse a diretora
vice-presidente, Clarissa Della Nina.
Ela explicou que cerca de 600 milhões de reais serão
utilizados até a metade do ano para concluir a compra do
complexo solar Guaimbê, de 150 megawatts, que está em construção
em São Paulo pelo grupo espanhol Cobra.
A empresa também se prepara para um eventual desembolso caso
consiga um acordo com o governo em relação a um passivo
atualmente discutido na Justiça, relacionado ao risco
hidrológico em suas hidrelétricas.
Uma proposta do governo para um acordo sobre o assunto
consta da medida provisória 814/17, que está em tramitação no
Congresso.
"Na verdade parece que é muito caixa, mas (é uma reserva
para) se a gente tiver que entrar em um acordo, ou se cair nossa
liminar e tivermos que pagar", explicou.
Ela disse que o caixa restante deverá ser usado para tocar
obras em andamento.
"A gente não quer ficar segurando caixa. Então, tendo caixa
disponível a gente vai distribuir aos acionistas", adicionou.
A AES Tietê teve lucro líquido de 54,8 milhões de reais no
primeiro trimestre, queda de 56,5 por cento na comparação anual.
A empresa aprovou a distribuição de 69 milhões de
dividendos, ou 0,0349 real por ação ordinária e preferencial e
0,1748 real por Unit, com pagamento até 25 de julho. As ações da
companhia passarão a ser negociadas “ex-dividendos” a partir de
11 de maio.

(Por Luciano Costa
Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
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