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(Texto atualizado com mais informações)
BRASÍLIA, 7 Jun (Reuters) – O ministro da Fazenda, Eduardo
Guardia, afirmou nesta quinta-feira que a atuação coordenada do
Tesouro e do Banco Central nos mercados financeiros está de
acordo com o que pode ser feito, refutando a ideia de que o
Brasil esteja sofrendo uma espécie de ataque especulativo.
"A gente tem trabalhado de maneira conjunta, buscando
reduzir a volatilidade do mercado, que é o nosso papel. O câmbio
é flutuante, ele vai flutuar", disse ele a jornalistas,
acrescentando que o movimento de valorização do dólar é global,
apesar das especificidades do Brasil, como o cenário eleitoral.
"Acho que a equação está equilibrada dentro do que nós
podemos fazer", afirmou ele.
Nas últimas semanas, o dólar tem disparado frente ao real,
enquanto que as taxas dos DIs saltavam diante de temores dos
mercados com a cena política e fiscal do país. Nesta sessão, o
dólar já rondava o patamar de 3,90 reais e, nos juros
futuros, cresciam as apostas de que o BC terá de elevar a Selic
em breve, mesmo com a inflação baixa.
Assim, tanto o BC quanto o Tesouro têm atuado mais forte nos
mercados por meio de leilões de swaps cambiais –equivalentes à
venda futura de dólares–, compromissadas e títulos do governo.
Guardia voltou a dizer que os fundamentos externos do
Brasil, como o fato de ser credor líquido em dólares, ajudava a
amortecer as turbulências, mas manteve o mantra de que o país
precisa continuar com o processo de reformas, como a da
Previdência, que foi deixada de lado pelo presidente Michel
Temer por falta de apoio político no Congresso.

(Reportagem de Mateus Maia; Texto de Patrícia Duarte; Edição de
Camila Moreira)
(([email protected]; +55 11 5644-7732; Reuters
Messaging: patricia.duarte.[email protected]))

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