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SÃO PAULO, 13 Jun (Reuters) – Entidades do setor brasileiro
de grãos afirmaram nesta quarta-feira que não estão negociando
com órgãos do governo ou com caminhoneiros sobre o
estabelecimento de fretes mínimos para cargas a granel,
reforçando que a medida poderia impactar as exportações
nacionais.
O documento é assinado pelas Associação Brasileira das
Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação das Empresas
Cerealistas do Brasil (Acebra) e Associação Nacional dos
Exportadores de Cereais (Anec), que respondem por quase todo o
volume de milho, soja e farelo comercializados no Brasil.
"Há grande preocupação entre as empresas representadas com a
volta à normalidade do escoamento de grãos e, por esta razão, as
entidades têm procurado dialogar… As conversações se
restringem exclusivamente a questionar, no âmbito
administrativo, as medidas governamentais e não tratam de
negociações sobre os preços mínimos", destacaram as entidades.
Enquanto as discussões prosseguem, integrantes do mercado
relatam dificuldades para negociar a produção de grãos.
Corretores citam que os negócios estão praticamente parados, com
parte dos agentes evitando fechar acordos sem a garantia de
transporte.
O tabelamento de fretes foi uma das medidas tomadas pelo
governo para acabar com protestos de caminhoneiros no mês
passado, que afetaram a economia do país.
Segundo as associações, "a solução para os problemas de
remuneração dos motoristas autônomos não será resolvida impondo,
sobre os embarcadores, um tabelamento de preços".
Até o momento, Abiove e Anec já recorreram a meios legais
contra o tabelamento de fretes, alegando que "não há espaço em
nossa democracia ou na Constituição" para tabelamento de fretes.
"A imposição de tabelamento de preços de frete vai acabar
com o sistema de financiamento, fixação de preço e
comercialização que permitiu ao Brasil ser o maior produtor de
soja e o terceiro maior produtor de milho do mundo", afirmaram.

(Por José Roberto Gomes; Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
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