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2018 é ano de eleições e, com certeza, será um evento de extrema importância para o país, que vive um momento de transição de sua economia abalada pelos escândalos de corrupção que afetaram de forma dramática nossa atividade econômica. Agora, este cenário pode, finalmente, começar a se transformar, justamente pelos votos da população, que vão ditar o caminho que a economia brasileira vai seguir de agora em diante.

Em uma breve retrospectiva, até 2009 o país viveu quase uma década de grande crescimento, oriunda de um cenário econômico favorável com a retomada dos investimentos em setores estratégicos. Durante esse período, o número de investidores da Bolsa de Valores chegou a 500 mil, como reflexo de anos marcados por prosperidade e estabilidade da economia em todo o mundo. Já a partir de 2008, tem início nos EUA a crise do crédito hipotecário, considerada a pior desde a Grande Depressão de 1929, que acabou fragilizando todas as economias por anos, seja de primeiro mundo ou as demais.

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Já após esse período de grave crise econômica, que mostrou maior severidade ao longo do biênio 2015/2016, culminando no impeachment da presidente Dilma, tivemos em 2017 um ano de reversão, com claros sinais de recuperação da economia. Essa retomada do mercado teve início logo no começo do ano passado com a confirmação de uma super safra agrícola, que proporcionou queda nos preços dos alimentos e, consequentemente, na inflação, permitindo ao Banco Central iniciar a escalada de redução da taxa básica, a Selic. Além disso, a sinalização de que o governo daria andamento às reformas necessárias e outras decisões importantes para sustentar o crescimento econômico, como a votação da reforma trabalhista e a definição da meta fiscal, ampliou o sentimento de confiança por parte de empresários e consumidores, o que também gerou melhora nos indicadores econômicos de atividades.

No entanto, se a economia do país caminhou bem, o lado político não. Diante da descoberta de grandes eventos de corrupção, que antes eram apontados unicamente para o PT, mas acabaram se ramificando para todos os partidos políticos, nem Temer escapou de ser envolvido com as gravações divulgadas pelos irmãos Batista para angariar material para delação premiada e perdão pelo comportamento duvidoso praticado pelos controladores da JBS. Apesar do avanço em algumas pautas, o governo Temer não conseguiu emplacar a esperada reforma da previdência.

Mesmo assim, a visão que ficou sobre 2017 foi de um período de reversão da crise econômica, enquanto 2018 promete ser o ano da transição, com a necessidade de novas medidas complementares de ajustes, visando preparar a economia do país para um novo governo.

A importância deste novo período se dá justamente pelo fato de que o futuro da economia ficará totalmente atrelado à decisão das eleições, pois quem vier deverá ter uma estrada pavimentada e pronta para se materializar no esperado ciclo de crescimento econômico do Brasil. Em um cenário otimista para 2018, a ser marcado pela eleição de um candidato pró-mercado, a expectativa é que o Ibovespa se valorize em média 20% ao ano nos próximos cinco anos. Com isso, em 2022 deve alcançar 220 mil pontos, quadriplicando o número de investidores nesse período, para 2 milhões.

Neste cenário extremamente positivo para o país, a tendência é que os investidores comecem a deixar os grandes bancos, migrando para as corretoras, que contam com maior expertise nesse mercado. Nós mesmos já nos preparamos para atender essa demanda que deve acontecer e fizemos o dever de casa, reforçando nosso time de análise e investindo na tecnologia humanizada. Outros setores também seguem essa onda, como aponta os recentes dados divulgados pela indústria automobilística, pelo varejo e de atividades/serviços, que vem mostrando revitalização contínua. Este sentimento fica claro com as constantes revisões de projeções de um PIB mais pujante para este ano, inflação comportada e uma taxa Selic que inicia o ano em 6,75%, a mais baixa da história recente do país.

Agora, estamos em uma fase cujos nomes dos candidatos ainda não estão totalmente definidos, mas esse será o grande vetor para o comportamento do mercado financeiro neste ano, já que a partir de abril/maio as coligações já devem estar finalizadas ou próximas e aí sim saberemos quem vai disputar a vaga de presidente do Brasil. Atualmente, o Ibovespa já rompeu os 80 mil pontos e seu rumo terá forte relação com o posicionamento dos candidatos.

Sou um grande otimista e vejo com bons olhos a nossa economia e também o futuro da Bolsa de Valores nos próximos anos, que antecipou a recuperação que a economia está vendo hoje. Na minha visão, a recuperação da Bolsa, que começou em 2016, deve repetir o cenário de crescimento que acompanhamos entre 2002 a 2008. Tudo aponta para esse aclive do Ibovespa até 2022, ultrapassando os tão esperados 200 mil pontos. O mercado e os empresários estão mais confiantes e as empresas estão buscando novamente financiamento através do mercado de capitais. Porém, com as mudanças do BNDES, isso deve acontecer ainda mais nos próximos anos e esperamos em breve por novas ofertas e IPO’s. Quem viver verá!

*Raymundo Magliano Neto é economista e presidente da Magliano Invest


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