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BUENOS AIRES, 13 Mar (Reuters) – O presidente da Argentina,
Maurício Macri, disse que o governo providenciará medidas para
aliviar dívidas de agricultores que sofrem com o que ele
descreveu como a pior seca do país em 40 anos, que resultou em
cortes dramáticos nas estimativas das safras de soja e milho.
Quatro meses de seca no terceiro maior exportador de ambas
as commodities reduziram as previsões para a colheita de soja
para menos de 45 milhões de toneladas, ante expectativas no
começo da temporada de quase 55 milhões de toneladas.
Macri disse que o banco central irá publicar logo uma
resolução postergando o vencimento de empréstimos agrícolas para
evitar que os produtores atrasem seus pagamentos. Além disso, o
estatal Banco de La Nacion irá lançar novas linhas de crédito
com generosos períodos de carência para que os produtores possam
continuar comprando equipamentos agrícolas.
"Desta maneira, nós permitiremos que vocês obtenham novos
empréstimos para superar esse difícil momento", disse Macri em
um discurso durante uma convenção de equipamentos agrícolas em
San Nicolas, cidade na província de Buenos Aires no centro dos
cinturões de grãos dos Pampas do país sul-americano.
A agricultura é crucial para a economia da Argentina e uma
safra menor deve reduzir o crescimento do país, embora a
expectativa ainda seja de expansão do PIB em 2018 pelo segundo
ano consecutivo, depois de uma pesada recessão em 2016.
A seca argentina levou os futuros do milho e da soja na
Bolsa de Chicago a picos de preços.
(Por Luc Cohen)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7721))
REUTERS IM LC


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