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BUENOS AIRES, 14 Jun (Reuters) – A Argentina divulgou planos
para reduzir seu déficit fiscal e tornar o banco central
independente em uma carta de intenção ao Fundo Monetário
Internacional (FMI) divulgada nesta quinta-feira, e disse que
tomará medidas adicionais, se necessário, para atingir as metas
do programa de 50 bilhões de dólares.
O governo garantirá que as previsões de receita no orçamento
que apresentará ao Congresso nos próximos meses sejam
"adequadamente conservadoras" e congelará as contratações de
servidores públicos federias por dois anos, disse a carta.
O governo do presidente Mauricio Macri também continuará
eliminando os subsídios de gás e transporte e estenderá a
implementação de algumas partes de uma reforma tributária, se
necessário, para atingir as metas fiscais, acrescenta a carta,
dirigida à diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.
O governo apresentará um novo estatuto do Banco Central ao
Congresso até março de 2019 e se compromete a conceder autonomia
financeira ao banco, com níveis adequados de capital, até
dezembro de 2019, de acordo com a carta assinada pelo ministro
do Tesouro, Nicolas Dujovne, e pelo presidente do Banco Central,
Federico Sturzenegger.
Eles acreditam que as políticas eram "adequadas para
alcançar os objetivos macroeconômicos e financeiros do
programa", segundo a carta, acrescentando que "tomaremos
quaisquer medidas adicionais que possam ser apropriadas para
esse fim".

(Por Caroline Stauffer)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CV

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