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Por José Roberto Gomes
SUMARÉ, São Paulo, 14 Mar (Reuters) – A fabricante
norueguesa de fertilizantes Yara investirá 15,4 por
cento mais ante o previsto para dobrar a capacidade de produção
de seu complexo em Rio Grande (RS), disse nesta quarta-feira o
presidente da empresa no Brasil, Lair Hanzen, citando
"contratempos" na expansão das instalações.
Anunciada em abril de 2016, a ampliação da fábrica estava
orçada anteriormente em 1,3 bilhão de reais, valor este que foi
elevado agora para 1,5 bilhão.
"Essa unidade requer um alto fornecimento de energia
elétrica e quem demanda isso precisa fazer o investimento…
Também tivemos muitas surpresas embaixo da terra, com quantidade
excessiva de água, e precisamos colocar isso de forma adequada
para o sistema ambiental", disse o executivo.
"E também tivemos ajustes em equipamentos para melhorar a
automação."
Após a conclusão total das obras, prevista para 2020, a
capacidade de produção da fábrica subirá para aproximadamente
1,5 milhão de toneladas por ano.
Para julho próximo já está programada a entrega de uma
instalação de armazenagem de fertilizantes no local, afirmou
Hanzen.
"Esses contratempos não comprometem a obra, que segue dentro
do cronograma."
A fábrica de Rio Grande produz fertilizantes sólidos,
incluindo nitrogenados e fosfatados, mas sem distribuição.
Maior fabricante global de fertilizantes em volume, a Yara
tem 55 por cento de suas vendas no Brasil realizadas de forma
direta aos produtores, enquanto os 45 por restantes se dão via
canais de distribuição.

MAIS APORTES
Com os investimentos, a Yara busca consolidar ainda mais sua
posição no mercado de fertilizantes do Brasil, um dos maiores
produtores mundiais de alimentos, onde a empresa é líder com 25
por cento de participação de mercado.
Nesta quarta-feira, a empresa inaugurou em Sumaré (SP) sua
primeira fábrica de compostos foliares e micronutrientes fora da
Europa, após investir 100 milhões de reais na construção da
planta.
"O Brasil tem uma posição muito forte e continuará tendo no
futuro. Tanto para consumo interno, como para exportação… A
agricultura está no centro das questões globais, de garantir
alimentos e ajudar a conter os efeitos das mudanças climáticas",
comentou o CEO global da Yara, Svein Tore-Holsether, que
participou do evento.
Na fábrica, serão feitos produtos para pulverização, os
quais serão destinados principalmente à soja, a maior cultura
agrícola do país, embora possam ser utilizadas em diversas
outras, disse Lair Hanzen.
Ele explicou que a fábrica deverá operar a plena capacidade,
de 20 milhões de litros por ano, em até três anos.
Com isso, a Yara dobrará seu fornecimento de fertilizantes
foliares no Brasil, hoje em 10 milhões de litros, o que
representa 1,5 por cento do mercado total desse fertilizante no
país.
Por ora, a companhia traz esses produtos, comercializados
sob a marca YaraVita, do exterior. A empresa projeta crescimento
de 50 por cento na demanda por esses compostos até 2020 no
Brasil.
A escolha por Sumaré se deu graças à proximidade com o Porto
de Santos, principal rota de escoamento agrícola do Brasil, e
com diversos modais logísticos.
Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia
em Nutrição Vegetal (Abisolo) mostram que as vendas de
fertilizantes especiais, que incluem os foliares da Yara, devem
crescer 10 por cento neste ano no Brasil.
O total de fertilizantes vendidos no país nos últimos anos
vem crescendo a uma média de 3 por cento, conforme números da
associação da indústria Anda.

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APROVAÇÃO DO CADE
Em relação à compra dos ativos de nitrogênio da Vale em
Cubatão (SP), anunciada no fim do ano passado, Hanzen ressaltou
que espera uma aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade) ainda no primeiro semestre deste ano.
"Já é uma planta com operação autônoma da Vale. Em tendo a
aprovação, começa o processo de integração, que será
relativamente fácil”, destacou o executivo.
Em novembro, as empresas anunciaram a venda à norueguesa de
unidade que opera os ativos de nitrogenados e fosfatados em
Cubatão (SP), por 255 milhões de dólares.

(Edição de Roberto Samora)
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