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A Associação Paulista de Supermercados (APAS) avalia que a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil em reduzir os juros básicos da economia, a taxa SELIC, em 0,25 pontos percentuais, passando de 14,25% ao ano para 14%, sinaliza ao mercado a busca por uma retomada do crescimento econômico no médio prazo.

“A redução da taxa de juros incentiva os investimentos e abre oportunidade para o consumo, principalmente, de bens duráveis, que são diretamente impactados. Ao reduzir a taxa de juros, mesmo que em 0,25 pontos percentuais, a equipe econômica sinaliza aos empresários e consumidores a busca pela melhora da economia”, comenta o gerente de economia e pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano.

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Ele comentou que a redução dos juros não foi surpresa para a APAS. “Mesmo entendendo que o governo atual não possui muitas alternativas diante do quadro econômico herdado, o COPOM não poderia perder a oportunidade de reduzir a taxa de juros e sinalizar positivamente para o mercado a busca pelo crescimento, via incentivo do investimento e do consumo das famílias”, diz.

De acordo com Rodrigo, os indicadores apontavam para a oportunidade de redução dos juros diante do cenário atual, que contempla um mercado de trabalho com resultados piores do que o esperado e uma inflação em tendência de queda, com persistência em segmentos de atividades que não possuem grande influência da taxa de juros.

Deste modo, há indicadores apontando para a possibilidade de reduzir a taxa de juros para impactar positivamente a confiança dos empresários e consumidores para que haja uma retomada da atividade econômica via retomada dos investimentos e do consumo, mesmo que de maneira lenta.

Para o economista, o comportamento de inflação em tendência de queda no Brasil, em certa medida, foi beneficiado pela má condução da política econômica dos últimos anos, pois o quadro recessivo necessário para a redução da inflação veio por meio da queda da atividade econômica brasileira ao longo dos últimos meses, refletindo em um cenário de redução de emprego e da renda, e consequentemente, nos preços.

Expectativa

A Associação acredita na continuidade da redução da taxa básica de juros, de maneira lenta e gradual, sempre levando em conta as condições de mercado e a evolução dos principais indicadores de atividade no mercado interno e externo.

“O impacto da elevação da taxa de juros possui em efeito que se propaga e atinge a economia até alguns meses à frente. Estamos falando de um impacto da manutenção dos juros em patamares elevados, atingindo a economia ao longo dos próximos meses, incluindo o primeiro semestre de 2017. Aliado a isto, a queda nos juros pode sinalizar a abertura para um caminho em que outras ações sejam realizadas em prol da retomada do crescimento econômico de maneira sustentável”, finaliza.


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