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O Banco Central anunciou, hoje, os resultados da caderneta de poupança referente a agosto de 2016, sendo que estes resultados apresentam nova redução no volume dos depósitos. Esta é a oitava redução consecutiva (todos os meses do ano tiveram resultado negativo), bem como no saldo líquido negativo onde as retiradas foram maiores do que a captação (depósitos) no volume de R$ 4,4 bilhões.

Com isso, no ano de 2016 até agosto, o volume total apresenta uma retirada líquida da ordem de R$ 48,1 bilhões , fazendo com que o saldo final atual tenha atingido, em agosto de 2016, um volume total de R$ 641,1 bilhões contra um volume de R$ 641,3 bilhões em julho/2016 e de R$ 656,5 bilhões em dezembro/2015, aqui já considerado os rendimentos no período.

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Para Miguel José Ribeiro de Oliveira, Diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade – este resultado pode ser atribuído a dois fatores:

1) Com a elevação da taxa básica de juros aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos públicos como fundo de renda fixa, CDB’s, tesouro direto, etç, em detrimento a uma menor rentabilidade da poupança. Com isso, os investidores têm retirado suas aplicações na caderneta de poupança migrando para este tipo de investimento, que apresenta uma rentabilidade superior. Em agosto de 2016, os Fundos de Renda Fixa apresentaram uma rentabilidade bruta de 1,22% contra uma rentabilidade de 0,76% da Caderneta de Poupança. Em doze meses, os Fundos de Renda Fixa tiveram uma rentabilidade bruta de 14,15% contra uma rentabilidade de 8,39% da Caderneta de Poupança.

2) Retração de nossa economia com inflação elevada, juros elevados, aumento de encargos e impostos, o que reduz a renda das famílias, dificultando seu orçamento. Agregado a isto o crescimento nos índices de desemprego acabam acarretando dois fatores:

a) Menos recursos sobram mensalmente das famílias para pouparem;

b) Famílias sendo obrigadas a resgatarem seus investimentos de forma a complementarem sua renda e conseguirem pagar seus compromissos.

“Para os próximos meses, como o quadro descrito acima vai permanecer durante 2016 (inflação elevada, juros elevados, queda de renda, desemprego, além da SELIC elevada que reduz a rentabilidade da poupança frente aos fundos de investimento, etc), a tendência para os próximos meses é de que este movimento de redução no volume dos depósitos da poupança se acentue agravado ainda mais em um ambiente econômico mais recessivo com a elevação nos índices de desemprego e de inadimplência”, finalizou Miguel.


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