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Para o mês de maio, a indústria de fundos no Brasil foi bem atípica, com desequilíbrio em indicadores macroeconômicos (como a desvalorização das moedas emergentes, a manutenção da Selic em 6,5% e as revisões de baixa para o crescimento do PIB), além da greve dos caminhoneiros. Com isso, os fundos sofreram resgates de R$ 4 bilhões no período, de acordo com dados Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – ANBIMA. Ainda assim, no resultado consolidado do ano, a tendência se mantém positiva: a captação líquida acumulada é de R$ 57,4 bilhões, 29,6% acima da média verificada entre os meses de janeiro e maio dos últimos quatro anos (R$ 44,3 bilhões).

“A junção de vários fatores negativos em um mesmo período afetou o mercado de maneira geral, respingando também nos fundos. Vemos esse movimento, entretanto, como pontual. A indústria segue forte e atraente: nos últimos 12 meses, por exemplo, foram abertas cerca de duas milhões de novas contas, em um universo de 14,5 milhões”, afirma Carlos André, vice-presidente da ANBIMA.

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Os multimercados seguem na liderança da indústria: em maio, esses fundos tiveram ingressos líquidos de R$ 1,8 bilhão e, no ano, a captação chega a R$ 44,9 bilhões (participação de 78,3% do total). Os fundos de ações, que no mês passado captaram R$ 469,7 milhões, já acumulam R$ 10,8 bilhões entre janeiro e maio. Os produtos de renda fixa, por outro lado, chegaram ao quarto mês consecutivo de resgates (R$ 2 bilhões em maio e R$ 7 bilhões no total do ano), como reflexo dos juros mais baixos.

De janeiro a maio, os multimercados também se destacaram nos retornos aos investidores. As médias dos produtos Long and Short superaram, inclusive, os principais indicadores do mercado: o tipo Long and Short Neutro (que faz operações ligadas à renda variável, montando posições compradas e vendidas com o objetivo de manter exposição financeira limitada a 5%) rendeu 6,46% e o Long and Short Direcional (que faz operações de ativos e derivativos ligados à renda variável, montando posições compradas e vendidas) chegou a 5,15%, enquanto o Ibovespa e o IMA Geral (Índice de Mercado ANBIMA) tiveram rentabilidades de 0,5% e 2,32%, respectivamente.

Entre os fundos de renda fixa, os melhores retornos estiveram naqueles de prazos mais longos. Nesta linha, o tipo Renda Fixa Duração Alta Grau de Investimento (que investe no mínimo 80% da carteira em títulos com baixo risco de crédito de prazos mais longos) acumulou rentabilidade de 3,46%. Já os fundos de ações refletiram a baixa da bolsa de valores: o tipo Ações Livre (que não tem compromisso de concentrar em uma estratégia específica) variou 0,34% no acumulado entre janeiro e maio.


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