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O ano só está começando e já se consagra com um dos mais imprevisíveis da história com relação ao cenário político e econômico e, consequentemente, impactará a cotação da moeda americana.

O diretor de Câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo, listou os cinco fatores cruciais para o dólar no primeiro e segundo semestre de 2018. “Temos cinco fatores determinantes para a moeda subir ou cair consideravelmente. Podemos ter um dólar acima de R$ 4,00 ou abaixo de R$ 3,00. Tudo dependerá do desenrolar dos capítulos políticos e econômicos”, explica.

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Confira abaixo os Fatos Relevantes:

REFORMA DA PREVIDÊNCIA – A reforma da previdência era esperada pelo mercado ainda para 2017 e frustrou os investidores nacionais e principalmente os estrangeiros. Muitos analistas colocam em dúvida se o governo realmente conseguirá aprovar em 2018. Esse fato é crucial para minimizar o rombo nas contas públicas. Mesmo que seja aprovada, esta não terá uma redação ideal e num futuro próximo, esta mesma questão precisará ser revista. Infelizmente, no desespero da aprovação, o governo tem feito muitas concessões, para atender diversos interesses e conquistar o apoio das bancadas.

ELEIÇÕES – Com Lula liderando as pesquisas e a ascensão de Jair Bolsonaro, as eleições de 2018 tornaram-se uma incógnita. Por outro lado, é clara a insatisfação do brasileiro com toda a classe política. Neste cenário, até mesmo Marina Silva e Alckmin podem surpreender. O mercado não gosta de incerteza. Até outubro teremos o dólar variando de acordo com as pesquisas e as declarações dos candidatos.

RATING – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s foi a primeira colocar o Brasil abaixo do grau de investimento e pode rebaixar mais uma vez a nota. Esta já teria avisado o Ministro Henrique Meirelles sobre a não aprovação da reforma da previdência. Este fato afastaria ainda mais o investidor estrangeiro e poderia ter um efeito manada, com outras agências seguindo na mesma direção.

LULA – O julgamento do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, terá impacto na moeda americana em função das expectativas para as eleições. Caso seja condenado, é bem provável que sua candidatura seja minada, restando apenas candidatos de “direita” com reais chances de vencer. Até mesmo a equipe de Marina Silva deverá vir mais alinhada com o mercado, assim como na última eleição. Entretanto, caso seja absolvido e liderando as pesquisas eleitorais, Lula poderá causar pânico e o dólar inevitavelmente subirá.

PIB – O Banco Central elevou no final do ano passado a projeção do PIB para 2018 para 2,6%. Este resultado pode se confirmar, ou até mesmo ser superado, bem como ficar abaixo. Teremos feriados, copa do mundo, eleições e outros fatores que prejudicarão o andamento da economia. O resultado do primeiro trimestre trará um cenário com expectativas concretas. O dólar acompanhará estes fatos.


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