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Por Isla Binnie e Paul Day
MADRI, 13 Out (Reuters) – O líder da Catalunha, Carles
Puigdemont, sofreu pressão nesta sexta-feira de um de seus
principais aliados para declarar a independência plena e ignorar
uma ameaça de tomada de controle por parte do governo da
Espanha.
Puigdemont fez uma declaração simbólica de independência na
terça-feira, mas a suspendeu segundos depois e pediu negociações
com Madri.
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, lhe deu até
segunda-feira para esclarecer sua posição e até quinta-feira
para mudar de ideia se insistir em uma separação, ameaçando
suspender a autonomia da região neste caso.
Mas o grupo político catalão de extrema-esquerda Candidatura
de Unidade Popular (CUP) pediu que Puigdemont confronte os
prazos e faça uma declaração de independência inequívoca.
"Se (o governo central de Madri) quer continuar a nos
ameaçar e amordaçar, deveria fazê-lo com a República que já foi
reivindicada", disse o partido.
O CUP só tem 10 dos 135 assentos do Parlamento catalão, mas
o governo de minoria de Puigdemont depende de seu apoio para
aprovar legislações e não pode vencer uma votação majoritária na
casa sem ele.
A intenção da região rica de se separar depois de um
referendo mergulhou o país em sua maior crise política desde um
golpe militar fracassado em 1981.
Fontes próximas do governo da Catalunha disseram que
Puigdemont e sua equipe estão trabalhando em uma resposta a
Rajoy, mas não quiseram dizer que linha ele pode adotar.
O comunicado do CUP ecoa a posição expressada no final de
quinta-feira pelo influente grupo cívico pró-independência
Assembleia Nacional Catalã, que disse: "Dada a posição negativa
da Espanha para um diálogo, pedimos ao Parlamento regional que
anule a suspensão (da declaração de independência)".
Mas o líder do partido de Puigdemont, Artur Mas, que serviu
como presidente da região até 2016 e ainda tem reputação de
influenciar decisões importantes, disse nesta sexta-feira que
declarar independência não é o caminho a seguir.
"Se um Estado se proclama independente e não consegue atuar
como tal, é uma independência meramente estética", afirmou ao
canal de televisão catalão TV3.
A União Europeia, os Estados Unidos e a maioria das outras
potências mundiais deixaram claro que querem que a Catalunha
permaneça na Espanha.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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