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Por Aluisio Alves
SÃO PAULO, 15 Set (Reuters) – A administradora de programas
de fidelidade Livelo e a gestora de cartões de benefícios Alelo,
começam a oferecer a empresas nos próximos dias a possibilidade
dos funcionários trocarem bônus de performance e outras
premiações por pontos resgatáveis em produtos.
A iniciativa, que está no final de um piloto, é a primeira
ofensiva da Livelo, que tem entre as rivais a Smiles ,
da companhia aérea Gol ; e a Multiplus , da
Latam ; para o público corporativo, já que até agora o
programa de fidelidade é vendido unicamente para pessoas.
O argumento de executivos das empresas da Elopar, holding
controlada por Banco do Brasil e Bradesco ,
é de que o produto dá uma percepção distinta de valor a quem
recebe a premiação.
"Ao resgatar pontos para comprar uma viagem, por exemplo, a
pessoa acaba comprando uma experiência, que pode criar um
vínculo emocional com a empresa", disse à Reuters o presidente
da Alelo, Raul Moreira.
Para as empresas, além do recurso da rastreabilidade dos
dados das despesas pagas por meio do programa, há também a
vantagem de ter maior proteção jurídica contra eventuais
despesas de processos trabalhistas, disse o presidente da
Livelo, Alexandre Rappaport.
Isso porque frequentemente decisões judiciais sobre
processos trabalhistas incluem valores como bônus e outras
premiações como parte da remuneração dos empregados, o que
multiplica valores eventualmente pagos em indenizações.
"Com os pontos de um programa de fidelidade a empresa fica
mais protegida", disse Rappaport, frisando que a reforma
trabalhista recentemente aprovada e que entra em vigor em
novembro deixa mais clara a diferença entre salários e
premiações e benefícios.
Segundo Moreira, devido ao receio com esse aspecto jurídico,
a maioria das empresas evita fazer programas de recompensas
monetárias a funcionários, preferindo premiá-los com objetos e
outros itens que podem não agradar quem os recebe.
"Com pontos, o funcionário tem maior liberdade para decidir
como vai usar a premiação", sustenta Moreira.
Segundo Rappaport, a ideia não é substituir bônus como
participação nos lucros (PLR), mas outros prêmios temáticos,
como para reconhecer funcionários com determinado tempo na
empresa ou que atingirem determinadas metas.
A estratégia para o segmento corporativo acontece num
momento em que a economia ainda fraca afeta tanto o mercado de
programas de fidelidade, dado o volume mais baixo de compras com
cartões de crédito, quanto o segmento de benefícios a
empregados, dado que o país ainda tem cerca de 13 milhões de
desempregados. Acontece ainda em um momento em que a Livelo
passou a buscar clientes fora do público original formado por
correntistas do Bradesco e do BB.
Sem dar detalhes, Moreira e Rappaport disseram que ambas as
empresas têm elevado o faturamento neste ano, apesar do cenário,
mas uma melhora do mercado de trabalho formal só deve acontecer
na segunda metade de 2018.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; + 55 11 5644-7712;
Reuters Messaging:
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