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De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), o PIB do Agronegócio brasileiro registrou queda de 2,58% no período entre janeiro e agosto de 2017, indicando que o desempenho foi marcado por queda de preços, reduzindo os resultados na renda do setor, pois em termos de volume físico houve crescimento recorde. Para o ano todo, a queda do PIB deve alcançar 3,8%, sendo que um recuo de 3,5% é esperado para o ramo agrícola e queda de 4,7% para o ramo pecuário. Em relação aos segmentos, estima-se: insumos para agropecuária, recuo de 4,4%; primário, alta de 1,4%; agroindústria, queda de 6,2%; e agrosserviços, recuo de 5,3%.

“Com relação ao mercado agrícola, acreditamos que a safra 2017/18 deve ser positiva em relação à safra anterior. Por exemplo, a colheita de algodão deve aumentar 15%, conforme a Conab, tendo em vista que ocorreu a normalidade climática. Para a produção de milho, o USDA (departamento de agricultura dos EUA) projeta uma produção de 95 milhões de toneladas para o Brasil, o que significa um recuo de 2% em relação à anterior. Já para o complexo de soja, o USDA estima que a safra de 2017/18 aumentará a área plantada em 2,3%, podendo chegar a produção de 34,7 milhões de hectares, com produtividade média de 56 sacas/hectare” analisa Vicente Koki, analista-chefe da DMI Group.

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Uma melhoria no desempenho do segmento de carnes ainda está condicionada à maior recuperação da economia interna e da renda do consumidor. Além disso, o segmento sofre os efeitos negativos de imagem (tanto no mercado interno como no externo), decorrentes da operação “carne-fraca”, em vista de denúncias de irregularidades nas operações de alguns frigoríficos.

O agronegócio brasileiro conta com importantes fatores de produção; o país possui grandes extensões de terras cultiváveis, clima apropriado (água em abundância) e acesso à tecnologia. Em função disso, o Brasil já é um dos líderes mundiais no agronegócio.

“Entendemos que o país ainda tem potencial para um grande crescimento. Acreditamos que a maior integração dos fatores de produção de forma mais otimizada (preparação da terra, plantio, colheita, armazenagem, beneficiamento, industrialização e logística) deve aumentar a lucratividade no setor e mitigar alguns riscos da cadeia de produção. ”A tendência é que o Brasil se consolide com um dos líderes mundiais no fornecimento de proteína animal e vegetal” afirma o analista-chefe.

O setor necessita de grande montante de capital, tanto para a construção da infraestrutura como para financiar a produção, que tem ciclos longos (meses). No entanto, a elevada taxa de juros cobrada no Brasil, acaba limitando o desenvolvimento do setor, que já enfrenta as frequentes e inerentes oscilações de preços das commodities. Desta forma, é necessário a participação do mercado financeiro, através da injeção de capital, com a finalidade de otimizar as várias partes da cadeia de produção (desde a fase de preparação das terras, no caso do ramo agrícola). É preciso pensar o agronegócio no médio e longo prazo, pois não há muito espaço para estratégias de curto prazo.

No Brasil, a instabilidade econômica e incertezas políticas, dificultam a determinação de cenários macroeconômicos, dentre elas a variável taxa de juros. De acordo com a avaliação da DMI, o Brasil oferece um grande potencial, através de recursos naturais (terra fértil, água, condições climáticas), o que propiciará o crescimento e surgimento de grandes companhias no agronegócio e que o setor será bastante atrativo aos investidores. O Brasil ainda crescerá muito no agronegócio e consolidará sua posição de maior fornecedor de alimentos do mundo.


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