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O Banco Central do Brasil – BCB apresentou nesta segunda-feira a evolução dos agregados monetários, que manteve saldo médio diário em R$282,3 bilhões ao final de 2017, depois das elevações de 10% no mês e de 6,4% em doze meses. A variação mensal refletiu a sazonalidade na demanda por moeda, ao registrar acréscimos nos saldos das reservas bancárias (11,5%) e do papel-moeda emitido (9,8%).

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se os impactos expansionistas das operações com títulos públicos federais (R$45,2 bilhões), das operações do Tesouro Nacional (R$7,2 bilhões) e dos depósitos de instituições financeiras, cujo resultado compreende as variações nos saldos de recolhimentos compulsórios (R$4,8 bilhões). O impacto relativo aos títulos públicos decorreu de compras líquidas de R$75,9 bilhões no mercado secundário e colocações líquidas de R$30,7 bilhões no mercado primário.

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Em contrapartida aos fatores expansionistas, as vendas líquidas de divisas no mercado interbancário a termo implicaram em contração de R$26 bilhões.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) totalizou R$357,9 bilhões em dezembro de 2017, com crescimento de 11,3% no mês (5% em doze meses), correspondente às evoluções de 12,9% nos depósitos à vista e de 10% no papel-moeda em poder do público.

Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 acrescido de depósitos de poupança e títulos privados emitidos por instituições financeiras, registraram expansão de 1,6% em dezembro, totalizando R$2,5 trilhões. Esse resultado decorreu da elevação mensal de 2% nos depósitos de poupança e do recuo de 0,8% nos títulos privados, que alcançaram R$719,5 bilhões e R$1,4 trilhão, respectivamente. No mês, ocorreram captações líquidas de R$19,4 bilhões na poupança e resgates líquidos de R$12,8 bilhões em depósitos a prazo.

O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, apresentou expansão de 0,8% no mês, alcançando R$5,8 trilhões. O saldo das quotas de fundos de renda fixa elevou-se 0,6%, atingindo R$3,2 trilhões em dezembro, enquanto o saldo das operações compromissadas com títulos públicos federais recuou 10,4%. O M4, conceito que acrescenta ao M3 os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou elevação de 0,8% no mês e de 8,1% no ano, totalizando R$6,6 trilhões.


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