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Por Aluisio Alves
SÃO PAULO, 18 Jan (Reuters) – O gaúcho Banco Agiplan vai dar
uma guinada na oferta de serviços digitais, como parte de uma
campanha para tentar quintuplicar sua base de correntistas ainda
em 2018, processo que envolverá a mudança da marca para Agibank
já na próxima semana.
O grupo que surgiu como financeira em 1999 em Caixas do Sul
(RS) e ganhou tração após a compra do banco Gerador, em 2016,
tem hoje quase 500 mil clientes. A maioria, cerca de 400 mil,
são de tomadores de crédito e outros serviços financeiros.
Para tornar esse público também em correntista, o banco está
aderindo ao modelo todo digital para abertura de contas, disse à
Reuters o presidente e fundador do agora Agibank, Marcelo Testa.
Atualmente, o banco usa um misto de digital com presencial.
O cliente já pode usar o número de celular como conta corrente,
mas valida o processo em uma das 450 unidades físicas do grupo
espalhadas por capitais do país.
Com 3 a 4 funcionários cada, as unidades do banco tem
funcionado como uma espécie de correspondente bancário. Embora
ofereçam produtos como cartões de crédito e empréstimo pessoal,
as agências não operam dinheiro em espécie.
Agora, o processo será 100 por cento digital. O Agibank
também está ampliando o leque de produtos, como pagamentos de
contas de serviços públicos, investimentos em CDBs e
possibilidade de usar a conta para receber salário. Em vez de
tarifas mensal fixa, o banco vai cobrar as transações uma a uma.

"Apesar disso, vamos manter nosso plano de expansão da nossa
rede física; vamos abrir mais 100 neste ano", disse Testa.
É um modelo distinto de fintechs como Banco Inter, Banco
Original, ou mesmo o Nubank, que cresceram forte nos últimos
anos apoiados exclusivamente numa plataforma digital.
Para Testa, a despeito da rápida migração dos canais físicos
para digitais na prestação de serviços financeiros, faz sentido
ter um modelo híbrido no Brasil, já que os funcionários das
lojas podem tanto ajudar clientes a realizar operações digitais
quanto atuarem em relacionamento em venda de produtos.
Em outra frente, o Agibank vai se lançar no serviço de
transferência internacional, com uma unidade em San Francisco,
na Califórnia, movimento que o executivo classifica como
primeiro passo do processo de internacionalização da marca.
O banco pretende abrir mais adiante outras unidades nos EUA,
incluindo Florida, e outras geografias com grande concentração
de brasileiros, como Japão. O executivo estima que só o envio de
valores de brasileiros nos Estados Unidos para cá superam 1
bilhão de dólares por ano.
"Isso aumenta significativamente o potencial de crescimento
do negócio", disse Testa.
Em conjunto, essas iniciativas devem consumir investimentos
totais de 750 milhões de reais até 2020, período ao fim do qual
espera ter elevado sua base de correntistas para 1,6 milhão. Os
recursos, diz o executivo, devem vir sobretudo do próprio lucro
acumulado do banco.
A meta do Agibank é fechar 2018 com 2,5 bilhões de reais em
ativos, o dobro de um ano atrás, 1,7 bilhão de reais de receita,
e manter a rentabilidade superior a 45 por cento.
Testa disse que uma decisão sobre captação de recursos no
mercado de capitais para ajudar a financiar o crescimento do
negócio acontecerá nos próximos meses.
"Um IPO (Oferta inicial de ações) não está descartado",
disse.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)
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