Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

NOVA YORK/LONDRES, 4 Jun (Reuters) – Os contratos futuros do
açúcar bruto na ICE afundaram 5 por cento nesta segunda-feira,
sua maior queda diária em mais de 13 meses, após o término da
greve dos caminhoneiros no Brasil, maior produtor mundial,
enquanto os preços do café também recuaram.
A queda acontece em linha com outras commodities– o índice
Thomson Reuters CoreCommodity, que acompanha diversos mercados,
caiu para uma mínima de sete semanas.
O contrato julho do açúcar bruto terminou em queda de
0,62 centavo de dólar, ou 4,95 por cento, a 11,9 centavos de
dólar por libra-peso, maior perda diária desde abril de 2017.
A queda deixou o primeiro contrato bem abaixo da máxima de
três meses de sexta-feira, de 12,97 centavos de dólar.
Operadores disseram que as mudanças feitas no Brasil para
cortar os preços dos combustíveis depois dos protestos de
caminhoneiros por todo o país podem tornar menos atraente o uso
da cana-de-açúcar para produzir etanol.
"A saída do etanol para o excesso de oferta de açúcar não
funcionou por muitos anos porque o governo brasileiro fixava os
preços da gasolina em níveis artificialmente baixos", disse o
analista do Commonwealth Bank of Australia, Tobin Gorey, em nota
de mercado.
"O temor do mercado de açúcar é que o governo do Brasil, sob
forte tensão política, voltará a essas antigas políticas."
O açúcar branco para agosto caiu 15,60 dólares, ou
4,4 por cento, a 337,40 dólares por tonelada, tendo também sua
maior queda em um dia desde julho de 2017.
O contrato julho do café arábica fechou em baixa de
1,25 centavo de dólar, ou 1 por cento, a 1,215 dólar por
libra-peso.
Os preços caíram da máxima de quatro meses da sessão
anterior também devido ao final dos protestos dos caminhoneiros
no Brasil, que haviam puxado as cotações.
O café robusta para julho perdeu 5 dólares, ou 0,3
por cento, encerrando a 1.745 dólares por tonelada.
(Por Marcy Nicholson e Nigel Hunt)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7721))
REUTERS IM LC


Assuntos desta notícia