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Dólar e DI caem e Petrobras e Vale limitam alta na B3

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O dia foi de mercados sem direção única. Na Ásia, durante a madrugada bolsas em alta. Na Europa, o dia começou com comportamento misto, mas virou para quedas no encerramento do dia. Nos EUA, as bolsas perderam boa parte da alta e, no Brasil, inversão para queda.

Logo cedo tivemos notícias de conflitos na Faixa de Gaza por conta da mudança da sede da embaixada americana e o Hamas responsabilizado pelas mortes de palestinos. Citamos o dólar novamente forte em relação a outras moedas importantes do mundo, e isso alterando o comportamento dos mercados.

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Nos EUA, tivemos discurso do presidente do FED de Saint Louis novamente suave, dizendo não ser preciso altas de juros nesse momento, contra fala de Loretta Mester de Cleveland dizendo ser apropriadas elevações dos juros. Além disso, notícias melhores sobre as negociações entre EUA e China sobre comércio e restrições de vendas americanas para a empresa chinesa ZTE de smartphones.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,51%, com o barril cotado a US$ 71,06. O euro era transacionado praticamente estável em US$ 1,194 e os notes de dez anos com taxa de juros de 2,99%. O ouro e a prata em boa queda na Comex por conta de dólar mais forte e commodities agrícolas com comportamento misto na bolsa de Chicago.

No segmento local, a pesquisa semanal Focus do Bacen veio pior. A inflação prevista para 2018 caiu para 3,45%, de anterior em 3,49%; mas o PIB caiu forte de crescimento de 2,70% para 2,51%. A Selic de 2018 seguiu em 6,25% e a produção industrial encolheu na margem para 3,80%. O dólar evoluiu para R$ 3,40, de anterior em R$ 3,37. O saldo da balança comercial de 2018 subiu para superávit de
US$ 55,60 bilhões.

Por falar em balança comercial, o saldo até a segunda semana de maio estava positivo em US$ 3,20 bilhões, acumulando no ano superávit de US$ 23,4 bilhões. Tivemos a divulgação de pesquisa realizada por encomenda da CNT sobre sucessão presidencial. Lula segue liderando com 32,4%, enquanto Bolsonaro detém 16,7% e Marina com 7,6%. Sem Lula, Bolsonaro lidera em todos os cenários. Na pesquisa sem Lula para o segundo turno, Bolsonaro teria 27,8% das intenções de voto e Alckmin com 20,2%.

O BNDES reportou lucro no primeiro trimestre de R$ 2,06 bilhões e o FMI falando sobre o Brasil disse que a crise pode levar o Bacen a ter dificuldades em manter a inflação baixa e seria necessário fazer reformas, começando pela Previdência. Na sequência dos mercados, ainda no segmento local, os DIs tiveram dia de boa alta dos juros e o dólar abriu em queda, mas depois ficou bem pressionado, fechando em alta de 0,74% e cotado a R$ 3,627. Na B3, na sessão de 10 de maio, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 893 milhões, deixando o saldo do mês negativo em R$ 821,5 milhões e o ano com ingresso líquido de R$ 3,6 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda da bolsa de Londres de 0,18%, Paris com -0,02% e Frankfurt com -0,18%. Madri com queda de 0,13% e Milão com alta de 0,26%. No mercado americano, dia de alta do Dow Jones de 0,27% e Nasdaq com +0,11%. Na B3, mercado perdeu a alta na parte da tarde e reverteu para queda. Fechando com +0,01% e índice em 85.232 pontos. Destaque para as ações de Vale (+3,12%) por conta de preço de minério, e Petrobras (+3,14%) em função de boas expectativas com as negociações de cessão onerosa.

Na agenda de amanhã, vamos começar o dia conhecendo dados de produção, vendas no varejo e investimentos em ativos na China para abril. No Brasil, a pesquisa mensal sobre serviços em março. Teremos ainda muitos indicadores na Europa, e nos EUA o índice de atividade de NY de maio, as vendas no varejo de abril, a confiança do setor de construção de maio, fluxo de capitais de março e discurso do presidente do FED de São Francisco.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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