Clicky

MetaTrader 728×90

BRASÍLIA, 16 Abr (Reuters) – A procuradora-geral da
República, Raquel Dodge, defendeu nesta segunda-feira que o
Supremo Tribunal Federal (STF) transforme em réus quatro
senadores, dois ex-senadores e três executivos de empreiteiras
envolvidos em crimes de corrupção passiva e ativa, e lavagem de
dinheiro, entre 2008 e 2012, com a Transpetro, braço de
logística e transporte da Petrobras, segundo nota divulgada pela
assessoria de imprensa do órgão.
A manifestação ocorreu na réplica da PGR às alegações feitas
pelas defesas dos denunciados. A acusação criminal foi
apresentada em agosto de 2017 pelo ex-procurador-geral Rodrigo
Janot e aguarda análise pelo STF.
A réplica rebate as alegações dos senadores do MDB Renan
Calheiros (AL), Garibaldi Alves Filho (RN), Valdir Raupp (RO) e
Romero Jucá (RR), presidente do partido; do ex-presidente e
ex-senador José Sarney (MDB-AP); dos administradores da NM
Engenharia e da NM Serviços Luiz Maramaldo e Nelson Cortonesi
Maramaldo; e do executivo da Odebrecht Ambiental Fernando Reis.
O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, pivô do
esquema investigado, não fez contestações à denúncia da PGR,
justificando que o fará durante o interrogatório judicial, além
de reafirmar “integralmente as declarações prestadas até o
momento e o seu compromisso de cooperar com as investigações em
curso”.
Dodge aceitou apenas a argumentação dos executivos Luiz e
Nelson Maramaldo, os quais afirmaram que a denúncia os
responsabilizava por oito atos de corrupção ativa, quando a
acusação “relaciona sete repasses indevidos de verbas a
diretórios políticos, por meio de doação oficial”, diz o texto.
A defesa de Renan afirmou que não estava demonstrado
“categoricamente o ato de ofício praticado em contrapartida ao
recebimento da suposta vantagem indevida”.
Dodge rebateu-o: “O ato de ofício inerente ao crime de
corrupção consiste nessa sustentação política ao presidente da
Transpetro e na omissão ao dever parlamentar de fiscalização da
administração pública federal, o que viabilizava a prática dos
vários crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro
no âmbito da empresa estatal”, explica.

(Reportagem de Ricardo Brito
Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

MetaTrader 300×250

Assuntos desta notícia