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BOGOTÁ, 23 Nov (Reuters) – Ex-rebeldes marxistas das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que escolheram se
juntar a grupos de tráfico de drogas ao invés de se
desmobilizarem irão enfrentar o poder total das forças militares
da Colômbia, disse nesta quinta-feira o presidente Juan Manuel
Santos, em meio a temores de que gangues irão prejudicar ganhos
em segurança.
Mais de 11 mil combatentes e colaboradores das Farc
entregaram suas armas neste ano como parte de um acordo de paz
com o governo para acabar com mais de cinco décadas de guerra. O
grupo manteve suas iniciais em sua renovação como um partido
político.
Mas o defensor público do país diz que cerca de 800
ex-combatentes não se desmobilizaram, um número em consonância
com estimativas de fontes da segurança e entidades que colocam o
número de ex-membros dissidentes das Farc variando entre 700 e
1.000.
Líderes das Farc enfatizaram que o grupo seguirá em frente
como um partido político pacífico.
"Nós iremos com tudo contra estes dissidentes", disse Santos
a jornalistas. "Não haverá hesitação".
Grupos de direitos humanos e analistas expressaram
preocupações de que uma falta de presença estatal no território
anteriormente ocupado pelas Farc está permitindo que o grupo
guerrilheiro menor Exército de Libertação Nacional (ELN) e
gangues criminosas lutem por controle de lucrativas plantações
de coca e locais de mineração ilegais.
A Anistia Internacional informou em relatório nesta semana
que apesar da redução em mortes civis, o conflito segue em
diversas partes do país por conta da presença de gangues e do
ELN.
(Reportagem de Luis Jaime Acosta)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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