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Discurso de Trump, queda no PMI industrial Chinês e Lula tem habeas corpus negado pelo STJ

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Muito para ser digerido

Ontem tivemos novo dia de mau humor dos investidores em todo o mundo, mas a B3 conseguiu reagir um pouco mais para o final, fechando com queda de 0,25% e índice em 84.482 pontos. No mercado americano, queda do Dow Jones de 1,37% e Nasdaq com perda de 0,86%.

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Hoje muitas informações para serem digeridas pelo investidores e dia de virada de mês, o que sempre agrega mais volatilidade. Começamos pelo discurso de Donald Trump no final da noite mostrando plano de imigração em tom mais suave e pregando acordo bipartidário. Falou sobre a reforma tributária, sobre a geração de 2,4 milhões de empregos, aumento dos salários e plano de infraestrutura caindo para US$ 1,5 trilhão e volta das empresas ao país. Trump sempre indicando repatriação de US$ 4,0 trilhões. O discurso foi considerado como positivo.

No Japão, a produção industrial do quarto trimestre cresceu 1,8% e taxa anualizada de 2,7%. Membros do BoJ (BC Japonês) falam de mudanças na política monetária e o BoJ indicou que vai comprar mais títulos de 3 e 5 anos, mantendo isso em fevereiro. Na China, o índice PMI da indústria declinou para 51,3 pontos (anterior em 51,6 pontos), mas o de serviços subiu para 55,3 pontos, vindo de 55,0 pontos. Isso pode influir negativamente em empresas exportadoras na sessão de hoje.

Na zona do euro, a inflação medida pelo CPI de janeiro anualizada foi de 1,3% com núcleo em 1,0%. Na Alemanha, o desemprego caiu para 5,4%, no nível mais baixo. A Venezuela adotou câmbio flexível ao invés do preferencial para tentar debelar a inflação galopante. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,57%, com o barril cotado a
US$ 64,13. O euro era transacionado em alta para US$ 1,244 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,70%. O ouro e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas em queda na bolsa de Chicago.

No cenário local, o governo passa a focar na reforma da Previdência que espera seja votada ainda em fevereiro, por volta do dia 20. Antes disso, espera leitura da emenda aglutinativa do relator para 06 de fevereiro. O governo diz ter cerca de 270 votos, ainda insuficiente para aprovação (são 308 requeridos), mas Temer e seus aliados iniciam corpo a corpo com parlamentares. O ex-presidente Lula teve habeas corpus negado pelo STJ, mas segue liderando pesquisa divulgada pelo Datafolha com intenções entre 34% e 37%. Bolsonaro parou de crescer. Marina e Ciro ganham força quando Lula é excluído.

Na economia, o IBGE anunciou dados da PNAD contínua do trimestre encerrado em dezembro. A taxa de desemprego recuou para 11,8% (de 12%) e taxa média do ano em 12,7% (muito elevada). A renda real cresce 1,6% no trimestre e a massa salarial cresceu 3,6%. Apesar disso, ainda somos 12,3 milhões de desempregados e a melhora se deu em níveis baixos, trabalho por conta própria e sem carteira assinada. A FGV anunciou a confiança do segmento de serviços com alta de 2,4 pontos para 91,8 pontos em janeiro, no maior patamar desde julho de 2014.

Na sequência dos mercados, os DIs começando o dia com leve queda de juros e o dólar sendo negociado em queda de 0,64% e cotado a R$ 3,161, seguindo fraqueza externa em dia de fechamento da PTAX de janeiro. A B3 tem condição de recuperar depois de dois dias de queda, mas atenção para Vale, Petrobras e CSN. Essa última envolvida em disputa familiar.

O dia ainda promete com agenda cheia nos EUA. E no final da tarde, com a decisão do FED sobre juros, onde não se espera elevação dos juros.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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