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Dia de alta, vencimento de opções e Banco Mundial dizendo que Brasil gasta mal

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A B3 (Bovespa) teve o terceiro dia seguido de recuperação, depois de ter vazado para baixo o patamar de 71000 pontos. É bem verdade que o cenário externo ajudou bastante, já que ontem com o mercado parado no Brasil, as bolsas da Europa e EUA tiveram valorização. Hoje foi dia de alta em todos os mercados importantes do mundo, e acabou refletindo no Brasil. O índice chegou a superar na sessão de hoje, os 75000 pontos.

O motivo externo fica por conta dos problemas na Europa com dificuldade de Angela Merkel formar seu gabinete de governo e possibilidade de novas eleições. Isso mexeu com o câmbio e serviu para alavancar as bolsas da Europa. A isso devemos incorporar declarações do BCE (BC Europeu) dizendo que a economia da zona do euro segue fortalecida. Além de autorização para que Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, sobre o pedágio para saída da União Europeia, aportando 40 bilhões de libras.

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Nos EUA, Trump segue afirmando que pode dar um presente de Natal com a redução de imposto. Tivemos o índice de atividade industrial nacional do FED de Chicago mostrando alta para 0,65 pontos em outubro. As vendas de imóveis no país usados cresceram em outubro 2,0%, quando o esperado era alta de 0,2%.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,46% e barril cotado a US$ 56,68, isso depois de ter oscilado negativamente. O euro era transacionado em alta pequena para US$ 1,175 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,36%. O ouro e a prata tiveram dia de alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

No Brasil, Temer falou algumas vezes durante o dia, outros ministros e relatores da previdência e reforma Tributária; além de Rodrigo Maia e Jucá. Maia quer votar Previdência mais incorporada, mas diz que governo ainda está longe de ter os 308 votos necessários para aprovação. Hauly relator da tributária disse que não será ele que irá fatiar a reforma que é tão importante para o Brasil. Além disso, os jornais repercutem informações de que o presidente Temer poderia ser candidato à reeleição, o que embaralharia todo o processo já complicado.

O Banco Mundial versando sobre o Brasil declarou que o país gasta mal e sugeriu medidas para cortar 7% do PIB com gastos federais. Acrescentou que servidores ganham em média 67% mais que empregados do setor privado e entende que o desafio está na estabilização dos gastos públicos.

Na sequência dos mercados, no cenário local, o dia foi complicado por conta do vencimento de opções para o prazo novembro que gerou exercício no montante de R$ 3,6 bilhões, sendo que R$ 2,2 bilhões em opções de compra. Os DIs terminaram o dia com juros em queda para os principais vencimentos e o dólar em queda de 0,32% e cotado a R$ 3,25. Na B3, os investidores estrangeiros inverteram a mão e aportaram recursos no montante de R$ 187 milhões na sessão de 16 de novembro. E o mês de novembro ainda mostra saída líquida de R$ 2,77 bilhões. No ano, o ingresso líquido está em R$ 10,2 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta da bolsa de Londres de 0,30%, Paris com +0,48% e Frankfurt com +0,83%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,35% e 0,62%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora e meia para encerramento, o Dow Jones tinha variação de 0,70% e Nasdaq com +0,96%. Na Bovespa, restando ainda meia hora, o índice mostrava alta de 1,27% e no patamar de 74367 pontos.

Na agenda de amanhã, o Bacen mostra o fluxo cambial da semana anterior. O Tesouro mostra o relatório de despesas e receitas primárias de outubro. Nos EUA, véspera de feriado de Ação de Graças, saem os pedidos de auxílio desemprego na semana anterior, as encomendas de bens duráveis de outubro, a confiança do consumidor de Michigan e a ata do FOMC da última reunião.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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