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Por Arno Schuetze e Nathan Layne
FRANKFURT/WASHINGTON, 5 Dez (Reuters) – Um investigador
federal dos Estados Unidos que apura a suposta interferência
russa na eleição presidencial norte-americana de 2016 pediu ao
Deutsche Bank dados de contas mantidas pelo
presidente Donald Trump e sua família, disse uma pessoa
familiarizada com a questão nesta terça-feira.
O maior banco da Alemanha recebeu uma intimação do assessor
especial Robert Mueller algumas semanas atrás, para providenciar
informações sobre algumas transações de crédito e de dinheiro,
disse a pessoa, sem dar detalhes, acrescentando que
documentos-chave foram entregues durante o período.
O Deutsche Bank emprestou centenas de milhares de dólares à
Organização Trump para empreendimentos imobiliários e é um dos
poucos grandes credores que deram grandes quantias de crédito à
Trump na última década. Uma série de falências em seus negócios
de hotéis e cassinos na década de 1990 fizeram com que grande
parte de Wall Street se preocupasse em lhe aumentar o crédito.
Mueller está investigando supostas tentativas da Rússia de
influenciar as eleições e potenciais conluios por parte de
assessores de Trump. A Rússia negou a conclusão de agências de
inteligência dos Estados Unidos de que interferiu na campanha e
Trump afirmou não haver conluio com Moscou.
Autoridades dos EUA com conhecimento sobre a investigação de
Mueller afirmaram que uma razão para intimação é descobrir se o
Deutsche Bank pode ter vendido parte da hipoteca de Trump ou
outros empréstimos ao banco de desenvolvimento estatal russo VEB
ou outros bancos russos que agora estão sob sanção dos EUA e da
União Europeia.
Manter tal dívida, particularmente se parte estaria para
expirar, pode potencialmente dar aos bancos russos alguma
influência sobre Trump, especialmente se forem propriedade do
Estado, disse uma segunda autoridade norte-americana
familiarizada com os métodos da inteligência russa.
"Uma questão óbvia é por que Trump e aqueles ao seu redor
expressaram interesse em melhorar as relações com a Rússia como
prioridade máxima da política externa e se considerações
pessoais fizeram ou não parte disso", disse a segunda
autoridade, falando sob condição de anonimato.
Fonte próxima ao Deutsche Bank afirmou que o banco havia
checado negociações financeiras de Trump com a Rússia.
Durante a campanha eleitoral, Trump afirmou que buscaria
melhorar laços com o presidente russo, Vladimir Putin, que foram
tensionados durante a administração de Barack Obama.

Um advogado de Trump afirmou nesta terça-feira que o
Deutsche Bank não recebeu nenhuma intimação relativa a registros
finnaceiros ligados ao presidente ou sua família.
"Nós confirmamos que notícias informando que o Conselho
Especial apresentou intimação relativa a registros financeiros
ligados ao presidente são falsos", disse Sekulow à Reuters em
comunicado. "Não foi emitida ou recebida nenhuma intimação. Nós
confirmamos isso com o banco e outras fontes."
O advogado confirmou que o banco em questão é o Deutsche
Bank.
A intimação foi reportada mais cedo pelo jornal alemão
Handelsblatt.

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FINANÇAS UMA LINHA VERMELHA
Em entrevista no dia 9 de julho ao jornal The New York
Times, Trump afirmou que Mueller não deveria estender sua
investigação às suas finanças se elas não estavam relacionadas
às acusações sobre a Rússia.
Perguntado se investigar as finanças suas e de sua família
não relacionadas à investigação russa cruzaria uma linha
vermelha, Trump respondeu "Eu diria sim. Eu diria que sim."
O presidente se recusou a dizer o que faria caso Mueller
começasse tal investigação, mas continuou dizendo "Eu acho que é
uma violação. Veja, isso é sobre a Rússia."
Mais cedo ainda este ano, o Deutsche Bank rejeitou esforços
de parlamentares democratas norte-americanos de obter mais
informações sobre seus negócios com Trump, bem como quaisquer
outras informações que podiam ter sobre se o republicano, seus
familiares ou assistentes obtiveram apoio financeiro da Rússia.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447505))
REUTERS MPP


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