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BRASÍLIA, 14 Fev (Reuters) – O deputado Alessandro Molon
(Rede-RJ) anunciou que vai apresentar na próxima segunda-feira
um requerimento para convocar o diretor-geral da Polícia
Federal, Fernando Segovia, a fim de que ele explique declarações
feitas em entrevista à Reuters que, entre outros pontos,
indicaram que o chamado inquérito dos portos que envolve o
presidente Michel Temer pode ser arquivado por falta de provas.
Na entrevista, o diretor-geral da PF disse que até o momento
não há indício de crime contra Temer e ainda sugeriu que o
delegado responsável pelo caso, Cleyber Malta Lopes, pode ser
alvo de investigação interna pelas perguntas que ele fez ao
presidente.
"No final a gente pode até concluir que não houve crime.
Porque ali, em tese, o que a gente tem visto, nos depoimentos as
pessoas têm reiteradamente confirmado que não houve nenhum tipo
de corrupção, não há indícios de realmente de qualquer tipo de
recurso ou dinheiro envolvidos. Há muitas conversas e poucas
afirmações que levem realmente a que haja um crime", disse
Segovia à Reuters na sexta-feira.
O requerimento de Molon é para que Segovia se manifeste na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
"Estou apresentando requerimento à CCJ a presença do mesmo
para que tente explicar o que quis dizer ou pelo menos se
retrate do absurdo que disse", afirmou Molon.
O deputado disse que, caso Segovia não atenda o
requerimento, vai pedir a convocação do ministro da Justiça,
Torquato Jardim, superior hierárquico do diretor-geral da PF a
fim de "tentar desfazer o mal-estar" pelas declarações.

(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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