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Declarações de Rodrigo Maia, reforma da previdência posta em dúvida e Lula no segundo turno

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O dia foi marcado por forte estresse no segmento local com a B3 (Bovespa) em mais um dia de forte perda, dólar em forte alta e juros em expansão. O motivo novamente pode ser atribuído à reforma da previdência que foi posta em dúvida.

Dessa feita, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi o responsável ao se declarar pessimista com a aprovação, pelo fato do governo não estar conseguindo os votos necessários. Maia também projetou Lula no segundo turno das eleições presidenciais, mas observou que em reunião no próximo domingo, vão acertar os caminhos da reforma. Foi o que bastou para a B3 acelerar perdas e o dólar disparar em alta de mais de 1,5%.

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No Brasil, o IBGE anunciou dados da PNAD Contínua do trimestre encerrado em outubro com a taxa de desemprego de 12,2%, renda média real crescendo 2,5% e desempregados atingindo 12,7 milhões de pessoas. A qualidade do emprego segue fraca com destaque para o trabalho sem carteira assinada. Mas a taxa trimestral é a mais baixa desde o quarto trimestre de 2016. A confiança da indústria subiu 2,9 pontos em novembro para 98,3 pontos.

Mercados no Brasil completamente afetado pelo aspecto político e não seguindo os principais mercados do mundo. Os DIs terminaram o dia com juros em queda para os mais curtos e em alta para os longos. O dólar com alta de 1,00% e cotado a R$ 3,27. Na B3, na sessão de 28 de novembro, os investidores estrangeiros retiraram recursos no montante de R$ 38,1 milhões, deixando o saldo do mês de novembro negativo em R$ 2,4 bilhões. No ano, o fluxo ainda mostra ingressos de R$ 10,5 bilhões.

No segmento internacional, destacamos a reunião da OPEP que manteve cortes de produção e estendeu por mais nove meses. Além do compromisso da Nigéria e Líbia de não ampliarem produção. Vários países membros manifestaram satisfação com o resultado da reunião e com os preços do óleo no mercado internacional. No dia, o petróleo observou queda.

Nos EUA, a renda pessoal subiu 0,4% em outubro e os gastos com consumo em +0,3%. A inflação medida pelo PCE (preferida do FED) de outubro subiu 0,1% e a taxa anualizada em 1,6%. O núcleo anualizado mostra alta de 0,9%. O índice de atividade (ISM de Chicago) registrou queda em novembro para 63,9 pontos, melhor que o projetado. Circularam boatos novamente que Trump planeja tirar Rex Tillerson do Departamento de Estado.

O PIB de Portugal expandiu anualizado 2,5% no terceiro trimestre e o PIB da Índia cresce anualizado 6,3% até o trimestre encerrado em setembro (ano fiscal é em março). Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,44%, com o barril cotado a US$ 57,05. O euro era transacionado em alta para US$ 1,191 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,43%, em forte alta. O ouro e a prata em dia de queda na Comex e commodities agrícolas majoritariamente em quedas.

No mercado acionário, dia de queda de 0,90% para a bolsa de Londres, Paris com -0,47% e Frankfurt com -0,29%. Madri teve queda de 0,55% e Milão com alta de 0,19%. Os índices do mercado americano bateram sucessivos durante o dia. Faltando ainda cerca de uma hora e meia para encerramento, o Dow Jones tinha alta de 1,35% e o Nasdaq com +0,79%. Na B3, faltando meia hora para o fechamento, dia de queda de 1,42% e índice em 71666 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC-S da quarta semana de novembro, o PIB do terceiro trimestre e venda de veículos em novembro pela Fenabrave. Nos EUA, os investimentos em construção de outubro e indicadores PMI para diferentes países em novembro.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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