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Por Maxim Rodionov e Alastair Macdonald
MOSCOU, 14 Jun (Reuters) – A Rússia saudou nesta
quinta-feira a chegada de torcedores empolgados do mundo todo
para a abertura da Copa do Mundo, e o governo do presidente
Vladimir Putin zombou das tentativas do Ocidente em isolá-lo.
Apesar de países ocidentais escolherem não enviar seus
principais representantes para a cerimônia de abertura do
Mundial, não houve qualquer tipo de boicote como o que manchou a
Olimpíada de Moscou em 1980, ou a suspensão por doping que
excluiu muitos atletas russos dos Jogos Olímpicos do Rio em
2016.
"Tentativas de boicote foram destinadas ao fracasso desde o
início", afirmou o vice-primeiro-ministro, Vitaly Mutko, um
aliado próximo de Putin e há muito tempo ministro dos Esportes
ao jornal Izvestiya. "Isso mostra como os políticos estrangeiros
são as vezes desconectados da vida real".
Putin, que lida com sanções do Ocidente deste que tomou a
península da Crimeia da Ucrânia há quatro anos, comparecerá à
cerimônia no estádio Luzhniki em Moscou antes da primeira
partida do torneio de um mês, entre a anfitriã Rússia e a Arábia
Saudita.
O presidente, que acaba de ser reeleito após 18 anos no
poder, irá assistir à performance do cantor britânico Robbie
Williams com a companhia de pelo menos 15 líderes estrangeiros,
segundo o Kremlin — embora estes incluam oito mandatários de
ex-nações soviéticas e dois de regiões separatistas da Geórgia
apoiados pela Rússia.
Ruanda, Líbano e Panamá também estarão oficialmente
representados. Uma autoridade oficial da Coreia do Norte também
comparecerá à cerimônia.
Putin exaltou a Fifa por seu lema "Esporte sem política". Ao
discursar na quarta-feira, enquanto a Fifa escolhia a
candidatura conjunta de Estados Unidos, Canadá e México para
sediar a edição de 2026 do Mundial, o líder russo falou do
grande potencial do esporte para promover a "humanidade sem
fronteiras".
"A Rússia no centro do campo", estampou na manchete o jornal
estatal Rossiiskaya Gazeta. "A principal vitória já aconteceu",
disse o jornal, elogiando os esforços de organização que viu uma
dúzia de estádios serem construídos ou modernizados e uma
gigantesca operação de segurança ser montada.
O maior evento recebido pela Rússia desde a era soviética
–quando os Estados Unidos e outros boicotaram os jogos de 1980
em Moscou por conta da invasão do Afeganistão– colocará em foco
como a Rússia, desde o colapso caótico do Socialismo,
ressuscitou sua economia e sua rígida ordem social sob o comando
do ex-agente da KGB.
As possibilidades de um boicote esportivo depois que o Reino
Unido acusou o Kremlin de utilizar um agente nervoso para tentar
executar um ex-espião russo na Inglaterra não se
materializaram.
Líderes ocidentais estão mantendo a distância, embora
alguns, como o presidente francês, Emmanuel Macron, devem
comparecer a partidas se suas seleções progredirem. Protestos e
críticas –por conta do conflito na Ucrânia ou sobre abusos de
direitos humanos na Rússia– foram amplamente confinados a solo
estrangeiro.
Governos alertaram seus cidadãos a estarem atentos à
violência dos violentos hooligans russos e para o risco de
abusos raciais ou homofóbicos nas ruas.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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