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Por Jack Stubbs
MOSCOU, 8 Dez (Reuters) – A campanha online que começou de
forma tímida com um estudante se tornou um protesto massivo
contra a exclusão da Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno –
apoiado pelo que parecem ser falsas contas do Twitter e usuários
ligados a causas anteriores pró-Kremlin.
Muitos russos estão, sem dúvida, chateados com a decisão do
Comitê Olímpico Internacional (COI) de proibir a participação da
equipe russa nos jogos de Pyeongchang, na Coreia do Sul, no
início do próximo ano, devido a casos de doping "sem
precedentes".
No entanto, esse sentimento público foi amplificado por
contas no Twitteraparentemente automáticas ou semiautomáticas
conhecidas como "bots" e "trolls", de acordo com a análise do
tráfego de mídia social pela Reuters e um pesquisador de
segurança britânico.
As empresas de mídia social, incluindo o Twitter ,
estão sob intenso escrutínio nos Estados Unidos, onde os
legisladores suspeitam que suas plataformas foram usadas como
parte de um suposto esforço russo para influenciar as eleições
presidenciais norte-americanas de 2016 em favor de Donald Trump.
O Kremlin negou categoricamente as acusações.
O presidente russo Vladimir Putin considerou a decisão do
COI, tomada na terça-feira, como "orquestrada e de motivação
política".
A mídia estatal, por sua vez, noticiou extensivamente o
movimento de protesto em torno da hashtag "NoRussiaNoGames" (sem
Rússia, sem jogos), dizendo que está cobrindo uma ação pública,
assim como qualquer outro veículo de mídia faria e negando que
seu trabalho seja orquestrado.
Mas o pesquisador Ben Nimmo disse que, embora uma grande
parte do apoio público aos atletas russos online seja autêntica,
a atividade do Twitter mostrou que mobilização pode estar sendo
exagerada.
"O que temos aqui é uma pequena, mas genuína campanha de
hashtag, que está sendo exagerada e ampliada pelos canais de
propaganda do Estado russo para que pareça ser enorme e uma
manifestação popular de raiva", disse Nimmo, que trabalha para o
Digital Forensic Research Lab do grupo de pesquisa da Atlantic,
com sede em Washington.
O Twitter não respondeu a um pedido de comentário.

(Por Jack Stubbs)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447745))
REUTERS TH RBS

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