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Contagem de votos para reforma da previdência e decisão do Copom sobre a taxa Selic

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Os mercados domésticos sofreram hoje com a mudança de humor dos políticos : “vai dar para votar a reforma da Previdência”, “não vai dar mais para esse ano”, “temos poucos votos”, “dá para contabilizar 310 votos”, etc. Isso mexeu na tendência do mercado acionário, câmbio e taxa de juros. Começamos o dia com alta da B3, viramos para queda e mais para o final do dia nova alta.

No cenário local, a reforma foi o que contou. Vários políticos da base de Temer e contrário se posicionaram, mas a tendência que parece predominar é de contabilizar votos entre hoje e amanhã e conseguir compromisso dos partidos. Alguns como o PTB já fecharam questão, enquanto PMDB e PSDB ainda não conseguem fechar questão.

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O PSDB fez nova reunião, convidou ministros a participarem, mas a reunião foi esvaziada e nada de mais prático surgiu. Na área econômica, a FGV anunciou a inflação das classes de mais baixa renda com 0,21%, vindo no mês anterior de 0,42%. O Bacen divulgou o fluxo cambial de novembro negativo em US$ 636 milhões (fluxo financeiro de -US$ 2,4 bilhões), mas acumulando no ano fluxo de ingresso de US$ 9,0 bilhões. Os bancos encerraram novembro vendido em US$ 13,9 bilhões e a base monetária expandiu na ponta 3,8%.

O Bacen anunciou que a poupança captou liquidamente R$ 3,9 bilhões, mas no ano segue negativo em R$ 2,2 bilhões. A Anfavea anunciou produção de veículos em queda em novembro de 0,3% e vendas em expansão de 0,7%. No ano, comparativo com novembro do ano anterior, a produção cresceu 15,2% e as vendas 14,6%.

Na sequência dos mercados, os DIs oscilaram bastante durante o dia e fecharam próximos da estabilidade e viés de queda. O dólar encerrou em leve queda de 0,06% e cotado a R$ 3,23, no quarto dia seguido de contração. Na B3, na sessão de 04 de dezembro, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 211,2 milhões. Deixando o saldo de dezembro positivo em
R$ 34,6 milhões. No ano, o fluxo é positivo em R$ 9,8 bilhões.

No segmento externo, o BCE que tinha suspendido temporariamente aquisições por falta de liquidez, se posicionou dizendo ser preciso ter abordagem mais equilibrada do programa de compra de ativos. No Canadá, o banco central manteve a taxa de juros básica estabilizada em 1,0% e os EUA anunciaram que os estoques de petróleo da semana anterior caíram 5,6 milhões de barris e a utilização da capacidade subiu para 93,8%. A pesquisa ADP sobre criação de vagas no setor privado mostrou 190000 posições abertas em novembro, mais do que esperado e antecipa o payroll que será anunciado na sexta-feira.

Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY teve dia de queda de 2,27%, com o barril cotado a US$ 56,31. O euro era transacionado em queda para US$ 1,179 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,32%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas em queda na bolsa de Chicago. O minério de ferro teve queda no mercado spot da China e afetou as ações da Vale no Brasil.

No mercado acionário, dia de alta para a bolsa de Londres de 0,27%, Paris com leve queda de 0,05% e Frankfurt com queda de 0,37%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,34% e 0,37%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora e meia para encerramento, o Dow Jones tinha -0,06% e Nasdaq com +0,26%. Na B3, restando meia hora para término, tínhamos +0,79% e índice em 73116 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos que repercutir a decisão do Copom sobre a taxa Selic (aparentemente sem surpresas na queda de 0,5% para 7,0%). Teremos ainda o IGP-DI de novembro. Na Alemanha, a produção industrial de outubro. Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior e o volume de crédito ao consumidor de outubro.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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