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Por Gabriel Stargardter e Gustavo Palencia
TEGUCIGALPA, 1 Dez (Reuters) – Honduras entrou no quinto dia
de um limbo político nesta sexta-feira, devido a uma contagem de
votos muito atrasada que vem provocando tensão em meio a
acusações oposicionistas de fraude eleitoral, e ainda pode levar
mais dois dias para produzir um vencedor.
É cada vez maior a preocupação internacional com a crise
eleitoral no país pobre da América Central, que também sofre com
a pobreza, cartéis de droga e um dos maiores índices de
homicídio do mundo.
O presidente Juan Orlando Hernández começou a ampliar uma
vantagem frágil sobre o rival Salvador Nasralla na quinta-feira
– até então a contagem favorecia Nasralla -, mantendo uma
reversão na tendência que começou após uma pausa de 36 horas que
adiou o processo na segunda-feira.
Até então, o apresentador de televisão Nasralla tinha uma
dianteira de cinco pontos com mais da metade das urnas apuradas,
e a mudança súbita a favor de Hernández após a retomada da
apuração provocou choques entre a polícia e manifestantes,
ferindo ao menos 11 pessoas.
Mais tarde na quinta-feira, David Matamoros, principal
autoridade do tribunal eleitoral, ouviu apelos de observadores
eleitorais internacionais e do principal grupo empresarial de
Honduras e disse que o tribunal faria uma contagem manual das
cerca de 1.031 urnas, ou cerca de 6 por cento do total, que
continham irregularidades.
Essa nova apuração deve ser finalizada em até dois dias e
permitirá ao tribunal declarar um vencedor definitivo com 100
por cento dos votos computados, disse Matamoros.
Com a contagem tradicional finalizada, Hernández, da sigla
de centro-direita Partido Nacional, tinha uma vantagem de menos
de 50 mil votos sobre seu adversário de centro.
Luis Larach, presidente do poderoso grupo de lobby COHEP,
disse à Reuters que, dada a diferença mínima de 1,5 ponto
percentual entre os candidatos, a contagem manual de urnas
irregulares será crucial para a definição do vencedor.
"Para mim, ainda está no ar", opinou.
Tanto Hernández quanto Nasralla proclamaram vitória depois
da eleição de domingo, e o segundo disse que não aceitará o
resultado do tribunal por causa das dúvidas sobre o processo de
contagem.
Nasralla, de 64 anos, lidera uma aliança de centro-esquerda
e tem apoio do ex-presidente Manuel Zelaya, líder de esquerda
deposto por um golpe em 2009 depois de propor um referendo de
reeleição.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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