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Por Laila Bassam e Anthony Deutsch
DAMASCO/HAIA, 16 Abr (Reuters) – Os Estados Unidos acusaram
a Rússia nesta segunda-feira de bloquear inspetores
internacionais de chegar à área de um possível ataque com gás
venenoso na Síria e disseram que russos ou sírios podem ter
adulterado evidências no local.
Moscou negou a acusação e culpou ataques retaliatórios a
mísseis liderados pelos EUA contra a Síria no final de semana
pelo atraso na inspeção.
No tenso período após o possível ataque em Douma e a
resposta do Ocidente, Washington também se preparou para
aumentar pressão sobre Moscou, principal aliado do presidente
sírio, Bashar al-Assad, com novas sanções econômicas. Ministros
das Relações Exteriores da União Europeia ameaçaram medidas
similares.
A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e o
presidente da França, Emmanuel Macron, enfrentaram críticas de
adversários políticos por suas decisões de participar dos
ataques aéreos.
A Síria e a Rússia negaram uso de gás venenoso em 7 de abril
durante ofensiva em Douma, que terminou com a recaptura da
cidade que havia sido o último reduto rebelde próximo à capital
Damasco.
Organizações de auxílio dizem que dezenas de homens,
mulheres e crianças foram mortos. Imagens de jovens vítimas
espumando pela boca e chorando em agonia colocaram a Síria –
onde meio milhão de pessoas foram mortas nos últimos sete anos –
no fronte de preocupação mundial novamente.
Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas
(Opaq), sediada em Haia, viajaram à Síria na semana passada para
inspecionar o local, mas ainda não tiveram acesso a Douma, que
agora está sob controle do governo após retirada de rebeldes.
“É nosso entendimento que russos podem ter visitado o local
do ataque”, disse o embaixador norte-americano Kenneth Ward
durante um encontro da Opaq em Haia nesta segunda-feira.
“É nossa preocupação de que eles podem ter adulterado com a
intenção de frustrar esforços da Missão de Descobertas de Fatos
da Opaq para conduzir uma investigação eficaz”, disse. Seus
comentários no encontro a portas fechadas foram obtidos pela
Reuters.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov,
negou que Moscou tenha interferido com qualquer evidência. “Eu
posso garantir que a Rússia não adulterou o local”, disse à BBC.

TRUMP QUER MAIS SOLDADOS DOS EUA EM CASA
Dois dias após os ataques a mísseis que saudou como uma
operação militar bem executada, o presidente Donald Trump ainda
quer levar para casa um pequeno número de soldados
norte-americanos no norte da Síria, informou a Casa Branca.
Mas a porta-voz Sarah Sanders disse que ele não possuía um
prazo para retirada. Trump também está disposto a se encontrar
com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acrescentou Sanders,
embora indicando que um encontro de tal tipo não é iminente.
A delegação britânica na Opaq acusou a Rússia e o governo
Assad de bloquearem que inspetores chegassem a Douma. “Acesso
irrestrito é essencial”, informou em comunicado. “A Rússia e a
Síria devem cooperar”.
A equipe busca coletar amostras, interrogar testemunhas e
documentar evidências para determinar se munições tóxicas
proibidas foram usadas, embora não tenha permissão para designar
culpa pelo ataque.
O embaixador britânico Peter Wilson disse em Haia que a ONU
havia liberado os inspetores, mas que eles não conseguiram
chegar a Douma porque a Rússia e a Síria não foram capazes de
garantir segurança.
Moscou culpou pelos atrasos ataques aéreos, nos quais os
EUA, a França e o Reino Unido miraram o que o Pentágono disse
serem três instalações de armas químicas.
“Nós pedimos uma investigação objetiva. Isto foi bem no
começo, após esta informação (do ataque) surgir. Portanto,
acusações disto em relação à Rússia são infundadas”, disse o
porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Uma autoridade do Ministério da Defesa da Rússia disse mais
tarde que especialistas da Opaq irão viajar a Douma na
quarta-feira.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR

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