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Por Jack Kim e Kaori Kaneko
SEUL/TÓQUIO, 15 Set (Reuters) – A Coreia do Norte disparou
um segundo míssil no Oceano Pacífico que sobrevoou o Japão nesta
sexta-feira, disseram autoridades sul-coreanas e japonesas,
aprofundando a tensão na esteira do sexto e mais poderoso teste
de bomba nuclear de Pyongyang.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas
(ONU) deve se reunir mais tarde nesta sexta-feira para debater o
lançamento a pedido dos Estados Unidos e do Japão, disseram
diplomatas.
O míssil sobrevoou Hokkaido, no norte japonês, e caiu no
Pacífico cerca de 2 mil quilômetros ao leste, afirmou o
secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, aos
repórteres.
O projétil alcançou uma altitude de cerca de 770 quilômetros
e voou durante cerca de 19 minutos sobre aproximadamente 3.700
quilômetros, de acordo com os militares da Coreia do Sul -longe
o suficiente para atingir o território norte-americano de Guam,
no Pacífico, que Pyongyang já ameaçou.
Em 29 de agosto o regime lançou um míssil balístico de
alcance intermediário, o Hwasong-12, que percorreu 2.700
quilômetros sobre o Japão.
"O alcance deste teste foi significativo, já que a Coreia do
Norte demonstrou que pode alcançar Guam com este míssil", disse
a União de Cientistas Interessados em um comunicado.
Mas o informe também disse que a precisão do míssil, ainda
em fase inicial de desenvolvimento, é baixa.
Alertas sobre o míssil foram acionados perto das 7h locais
em partes do norte do Japão, e muitos moradores receberam avisos
em seus celulares ou viram alertas na televisão aconselhando-os
a buscarem refúgio.
O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, disse que o
disparo "obrigou milhões de japoneses a buscarem abrigo", embora
os residentes do norte japonês tenham parecido manter a calma e
seguir suas rotinas após o segundo lançamento do tipo em menos
de um mês.
Pouco após o disparo, os militares norte-americano afirmaram
terem detectado um único míssil balístico de alcance
intermediário, mas que este não representa uma ameaça à América
do Norte ou a Guam, situado a 3.400 quilômetros da Coreia do
Norte.
Autoridades dos EUA reafirmaram o compromisso inabalável de
Washington com a defesa de seus aliados. O secretário de Estado
norte-americano, Rex Tillerson, pediu "novas medidas" contra os
norte-coreanos e disse que as "provocações contínuas só
aprofundam o isolamento diplomático e econômico da Coreia do
Norte".
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, disse que um diálogo
com o vizinho é impossível neste momento.
(Reportagem adicional de William Mallard, Tim Kelly e
Chehui Peh em Tóquio, Mohammad Zargham, Susan Heavey e David
Brunnstrom em Washington e Phil Stewart em Nebraska)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447505))
REUTERS MPP


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