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LIMA, 21 Nov (Reuters) – O Congresso peruano, controlado
pela oposição, aprovou na noite de segunda-feira investigar em
um prazo de 15 dias o procurador-geral, Pablo Sánchez, por
suposta inação em reação aos casos de corrupção envolvendo a
empreiteira Odebrecht no país.
A comissão permanente do Congresso fixou o prazo para que o
grupo de trabalho de acusações constitucionais investigue o
procurador, que rejeitou as denúncias dos parlamentares do
partido Força Popular, da ex-candidata presidencial Keiko
Fujimori e que domina o legislativo e promove as investigações.
O parlamentar opositor Daniel Salaverry, que apresentou a
denúncia, argumentou que a Procuradoria-Geral não adotou as
ações necessárias contra executivos de empresas sócias da
Odebrecht no Peru, como a Graña y Montero, a maior construtora
do país — que nega as acusações.
A denúncia contra Sánchez surgiu depois que o Ministério
Público reabriu, há algumas semanas, uma investigação de lavagem
de ativos contra o ex-secretário-geral da Força Popular, Joaquín
Ramírez, um dos maiores financistas da última campanha eleitoral
de Keiko.
Uma porta-voz da Procuradoria-Geral disse que Sánchez irá ao
Congresso quando o convocarem com o advogado constitucionalista
Samuel Abad Yupanqui, designado para defendê-lo no caso.
Se a comissão de acusações constitucionais do Congresso der
luz verde para a denúncia, o plenário do Congresso a submeterá a
uma votação, com a qual poderia destituir Sánchez.
"Não deixarei a luta contra a corrupção, caia quem cair.
Como cidadão me indigna esta prepotência, mas adotarei as ações
legais que correspondem", disse Sánchez em um comunicado recente
quando o Congresso anunciou a investigação.
Organismos de direitos humanos, universitários e sindicatos
repudiaram em uma coletiva de imprensa a suposta intenção da
Força Popular de frear a investigação da Procuradoria-Geral
contra Keiko Fujimori em um caso vinculado à Odebrecht.
Segundo jornais locais, o ex-presidente da construtora,
Marcelo Odebrecht, disse a procuradores peruanos que sua empresa
financiou a campanha dos principais candidatos presidenciais do
Peru, entre eles Keiko, e contratou o presidente, Pedro Pablo
Kuczynski, como consultor na década passada. Tanto Keiko como
Kuczynski negaram estas informações.
(Por Marco Aquino)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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