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LIMA, 15 Set (Reuters) – O Congresso de maioria opositora do
Peru destituiu o ministério inteiro do presidente de
centro-direita, Pedro Pablo Kuczynski, por meio de uma moção de
desconfiança aprovada na madrugada desta sexta-feira,
mergulhando o país andino produtor de cobre em sua pior crise
política em anos.
Kuczynski havia dito aos parlamentares, na quarta-feira, que
eles teriam que dispensar todo o ministério se insistissem em
forçar a saída de uma segunda ministra da Educação.
Segundo a Constituição peruana, se o Congresso rejeitar um
voto de confiança ao gabinete de um presidente duas vezes este
pode convocar novas eleições legislativas.
Na quinta-feira, o partido de direita Força Popular,
liderado pela rival presidencial derrotada Keiko Fujimori,
respondeu ao pedido do primeiro-ministro, Fernando Zavala, para
apoiar seu gabinete com um sonoro "não".
O Congresso unicameral do Peru, no qual a Força Popular tem
maioria absoluta, rejeitou o gabinete de Zavala por 77 votos a
22.
Agora Kuczynski tem 72 horas para empossar um novo gabinete.
Embora não possa renomear Zavala como premiê, pode fazê-lo com
outros ministros. Se for adiante, Kuczynski pode ter mais
liberdade para governar durante os quatro anos restantes de seu
mandato — caso a oposição evite uma nova confrontação por medo
de perder sua maioria.
Mas vários parlamentares da oposição disseram que aceitariam
de bom grado levar a batalha às urnas.
"Não temos medo de eles fecharem o Congresso", disse Hector
Becerril, parlamentar linha-dura da Força Popular. "Estamos
dispostos a buscar o apoio do povo novamente. E não
conquistaremos 13 cadeiras, ou 73. Haverá 100 de nós!"
A votação ocorreu na véspera de uma viagem de oito dias de
Kuczynski ao exterior, que inclui planos de jantar com o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira,
um discurso à Assembleia Geral da ONU na terça-feira e um
encontro com o papa Francisco no Vaticano.
Kuczynski, ex-banqueiro de Wall Street de 78 anos de idade
que prometeu modernizar o Peru e retomar o crescimento
econômico, tomou posse no ano passado com um dos mandatos mais
fracos de qualquer presidente, já que derrotou Keiko com uma
margem minúscula, enquanto seu partido só obteve uma porção
pequena de assentos no Congresso.
Em um debate que se estendeu por mais de sete horas,
parlamentares opositores retrataram Kuczynski como um lobista
desconectado da realidade que carece de autoridade e representa
um perigo ao país.
(Por Mitra Taj)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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