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Congresso americano aprovou acordo sobre o orçamento, que agora segue para sanção presidencial

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EUA acelera queda no final

Ontem, na última hora de pregão, as bolsas americanas conseguiram ainda dobrar a queda. O Dow Jones encerrou com perdas de 4,15% e Nasdaq com -3,90%. No Brasil, não capturamos essa piora com os mercados já fechados, mas durante a madrugada bolsas asiáticas em queda, com destaque para Xangai -4,05% e Tóquio -2,32%. Na B3, fechamos com queda modesta de 1,49% em 81.532 pontos.

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Dificuldade para aprovar o orçamento americano dos próximos dois anos e quebra de fundos no exterior dominaram as preocupações dos investidores, junto com a visão de que a inflação pode acelerar e obrigar bancos centrais a acelerarem altas de juros.

Hoje mercados ainda estressados e com viés de queda (exceto os futuros dos EUA) e Europa saindo das máximas do dia. No Brasil, deveríamos capturar essa precipitação americana do final do pregão, mas o dia mais tranquilo pode inibir quedas. Não podemos esquecer os riscos do Carnaval com mercados voláteis no exterior e abertos, e fechados no Brasil.

Durante a madrugada na China, a inflação medida pelo CPI (Consumidor) mostrou alta anualizada para janeiro de 1,5% (bem controlada) e preços no atacado com alta de 4,3%, ambas conforme previsto. O PBOC injetou mais de 2 trilhões de yuanes, já preparando os mercados para o feriado prolongado (uma semana) do Ano Novo. No Japão, o assessor de Shinzo Abe (Primeiro Ministro) defendeu a flexibilização monetária e a estimativa é que o país tenha crescido em 2017, +1,6%.

Nos EUA, o Congresso aprovou finalmente o acordo sobre o orçamento que segue para sanção presidencial e, com isso, destrava o governo pelo menos até 23 de março. No Reino Unido, a produção industrial de dezembro encolheu 1,3% (mais que o previsto) e o déficit comercial subiu para 13,6 bilhões de libras. Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,08%, com o barril cotado a US$ 60,49. O euro era transacionado em alta para US$ 1,225 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,85%. A criptomoeda Bitcoin tinha queda na CME de 0,48% e cotada a US$ 8285.

No segmento local, a Eletrobrás conseguiu aprovar em assembleia a venda de distribuidoras, depois de tumulto de opositores. O ministro Eliseu Padilha disse que o governo tem outras pautas, caso a reforma da Previdência não seja aprovada. A Fipe divulgou o IPC da primeira quadrissemana de fevereiro com 0,25%, de anterior em 0,46%. O IBGE anunciou as vendas no varejo de 2017 em expansão de 2,0% e varejo ampliado com alta de 4,0% (inclui automotivos). Mas o mês de dezembro foi fraco com queda de 1,50%.

Na sequência dos mercados, os DIs começaram o dia com queda de juros e o dólar com queda de 0,33% e cotado a R$ 3,269. Na B3, a expectativa é de mercado nervoso, mas seguimos acrescentando que os fundamentos positivos devem acabar prevalecendo.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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