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12 Fev (Reuters) – A Comissão Interamericana de Direitos
Humanos (CIDH) descreveu a situação na Venezuela como
"alarmante" em um relatório divulgado nesta segunda-feira em que
documentou aumento da pobreza, escassez generalizada, detenções
arbitrárias e tortura, e exortou o governo a restaurar a ordem
constitucional.
O relatório "Institucionalidade Democrática, Estado de
Direito e Direitos Humanos na Venezuela" é o terceiro da CIDH
sobre a nação petrolífera e "está relacionado com a grave
deterioração da vigência dos direitos humanos e a grave crise
política, econômica e social que o país enfrentou nos últimos
dois anos e especialmente em 2017", de acordo com o texto.
A CIDH dá 76 recomendações no relatório de 267 páginas e
chama o governo do presidente Nicolás Maduro a "restaurar a
ordem constitucional, garantindo independência e equilíbrio de
poderes, a participação política sem discriminação".
As estatísticas mostram "uma imagem muito mais alarmante",
disse a CIDH, garantindo que, em 2014, "48 por cento das
famílias estavam em condições de pobreza; em 2015, o índice
subiu para 73 por cento; e em 2016 atingiu 81,8 por cento. Desse
total, 51,51 por cento estava em situação de pobreza extrema".
"Uma crise econômica não é desculpa para que um Estado deixe
de dar atenção prioritária aos direitos à alimentação, saúde e
outros", disse Soledad García, uma das autoras do relatório
durante a apresentação dos resultados para a imprensa em
Washington.
A Venezuela enfrenta uma recessão econômica agravada por
hiperinflação e falta de alimentos e medicamentos, problemas que
a oposição atribui a medidas governamentais deficientes.
O governo não respondeu imediatamente aos pedidos da Reuters
de comentários sobre o relatório.
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))
REUTERS RS


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