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13 Mar (Reuters) – A Comissão de Ética Pública da
Presidência da República decidiu impor censura ética ao
ex-diretor-geral da Polícia Federal Fernando Segovia devido à
entrevista dada à Reuters, na qual se manifestou sobre
investigação em curso.
Segundo nota divulgada nesta terça-feira, com a entrevista,
ocorreu infração ao Código de Conduta da Alta Administração
Federal.
No dia 9 de fevereiro, Segovia concedeu entrevista à Reuters
na qual afirmou não haver indícios de crime cometidos pelo
presidente Michel Temer no chamado inquérito dos portos e
indicou que a tendência era de arquivamento da investigação.
Na mesma entrevista, o então diretor-geral disse ainda que o
delegado responsável pelo inquérito, Cleyber Malta Lopes,
poderia ser investigado por eventuais abusos nos questionamentos
que fez ao presidente, se houvesse uma queixa formal sobre isso.
A reação à fala de Segovia foi dura. Relator do caso no
Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso
intimou o delegado a prestar esclarecimentos e determinou que
não falasse mais no caso. Depois, a procuradora-geral da
República, Raquel Dodge, pediu ao STF que Segovia fosse proibido
de falar no assunto sob pena de ser afastado do cargo.
Em 27 de fevereiro, ao assumir o novo Ministério da
Segurança Pública, que passou a abrigar a Polícia Federal, Raul
Jungmann demitiu Segovia do cargo.

(Por Alexandre Caverni
Edição de Maria Pia Palermo)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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