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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Shu Zhang e Se Young Lee
PEQUIM, 13 Mar (Reuters) – A China está integrando seus
reguladores bancários e de seguros, dando novos poderes aos
órgãos de formulação de políticas como o banco central e criando
novos ministérios, na maior reforma do governo em anos.
A reorganização é um pilar da agenda do presidente Xi
Jinping para colocar a liderança do Partido Comunista no coração
da política chinesa com ele próprio no cerne do partido.
A economia e o partido se tornaram ainda vez mais
interligados desde o congresso do partido em outubro, quando Xi
consolidou seu controle no poder. No domingo, os limites de
mandato presidencial foram removidos da constituição estatal.
"O aprofundamento da reforma do partido e das instituições
do Estado é um requisito inevitável para o fortalecimento da
governança de longo prazo do partido", disse Liu He, o principal
assessor econômico e confidente de Xi, em um comentário no
jornal oficial People's Daily. "O fortalecimento da liderança
geral do partido é a questão central", disse ele.
O comentário sugeriu que o partido terá maior influência e
voz no governo, ou Conselho de Estado, liderado pelo
primeiro-ministro Li Keqiang, dizem alguns analistas.
A tentativa há muito aguardada de apertar a supervisão dos
setores bancários e de seguros de 42 trilhões de dólares da
China acontece no momento em que as autoridades procuram mais
influência para reprimir as práticas de empréstimos mais
arriscadas e reduzir os altos níveis de endividamento das
empresas.
"A maior notícia é ainda sobre a fusão dos reguladores
financeiros. O banco central será responsável pelo lado da
supervisão macroeconômica, enquanto os reguladores combinados
serão responsáveis ??pela parte mais concreta das coisas", disse
Zhou Hao, economista de mercados emergentes do Commerzbank.
A China também formará uma agência de gerenciamento da
supervisão de mercados nacionais, de acordo com um documento do
Parlamento divulgado nesta terça-feira.
(Por Shu Zhang e Se Young Lee)
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447509))
REUTERS TH CMO


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