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SANTIAGO, 14 Fev (Reuters) – O Chile descartou nesta
quarta-feira suspender o convite ao presidente venezuelano
Nicolás Maduro para participar da próxima mudança de liderança,
apesar de ter se manifestado junto a outros países da região
contra eleições antecipadas na Venezuela.
O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz,
disse que o convite a Maduro e as eleições no país caribenho são
dois temas diferentes, em uma posição que aponta distanciamento
dos pedidos de alguns parlamentares que rejeitam a eventual
visita do presidente venezuelano à cerimônia do dia 11 de março.
"Isto sempre foi feito porque se convidam os Estados. Há uma
diferença entre Estados e governos. Um pode ter uma posição
muito clara, como o Chile tem sobre o governo venezuelano, mas
algo distinto é o convite à Venezuela para um ato de entrega de
poder", esclareceu Muñoz a repórteres.
As declarações do chanceler foram feitas um dia após ter
participado de uma reunião do chamado Grupo de Lima, formado por
diversos países da América que pediram para Maduro reconsiderar
a convocação a eleições antecipadas e apresentar um novo
calendário para os comícios.
A Venezuela planeja realizar eleições presidenciais em 22 de
abril, após a Assembleia Nacional Constituinte – um órgão
plenipotenciário formado por apoiadores de Maduro – decidir a
convocação. Maduro irá buscar reeleição.
A comunidade internacional desaprova a convocação da
eleição, que a oposição ainda não decidiu se irá participar.
(Por Antonio de la Jara)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ


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