Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

MADRI, 15 Set (Reuters) – O governador da Catalunha e a
prefeita de Barcelona pediram para conversar com o
primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e com o rei Felipe
para resolver uma disputa cada vez mais intensa a respeito de um
referendo sobre a independência da região, mostrou uma carta
nesta sexta-feira.
As autoridades da região rica do nordeste espanhol
prometeram consultar os catalães no dia 1º de outubro sobre a
independência, em um desafio a Rajoy, que declarou o referendo
ilegal.
O apelo por diálogo foi feito ao final de uma semana na qual
a Procuradoria-Geral convocou prefeitos para um questionamento e
a Catalunha se rebelou contra a legislação fiscal do governo
central de Madri.
O governador Carles Puigdemont e a prefeita Ada Colau
disseram na carta dirigida a Rajoy, e também enviada ao rei
Felipe, que querem apoio do Estado espanhol ao referendo.
"Pedimos… um diálogo aberto e incondicional. Um diálogo
político, baseado na legitimidade que todos temos, para
possibilitar algo que em uma democracia jamais é um problema, e
menos ainda um crime: ouvir a voz do povo", disseram os
representantes na carta, vista pela Reuters.
Duas novas leis que abrem caminho para a votação foram
suspensas enquanto juízes analisam se a convocação viola a
Constituição, segundo a qual o país é indivisível.
Na quarta-feira, o rei Felipe elogiou a democracia e a
harmonia social da Espanha em uma cerimônia de premiação,
dizendo que "a Constituição prevalecerá sobre qualquer ruptura
disso".
A carta enviada pelas autoridades catalãs acusou o Estado
espanhol de "uma ofensiva de repressão inédita".
A maioria dos 5,5 milhões de eleitores da Catalunha quer
poder se manifestar sobre o relacionamento da região com a
Espanha, mas a causa independentista perdeu apoio nos últimos
anos, e agora pesquisas mostram que menos da metade da população
escolheria a autonomia plena.
A prefeita Ada Colau deu um impulso à campanha do referendo
na quinta-feira com uma mensagem na qual disse que a votação
acontecerá em Barcelona, a área mais populosa da região, sem que
os funcionários públicos envolvidos corram o risco de perder o
emprego.
(Por Raquel Castillo)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


Assuntos desta notícia