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Catalunha, declaração da Moody’s e B3 em dia de recuperação

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Hoje foi dia de recuperação da B3 depois de duas sessões seguidas de queda. No exterior, tivemos o efeito da expectativa com a Catalunha com as bolsas operando e fechando em queda. Nos EUA, mais um dia de mercados mornos.

Dia de recuperação do petróleo no mercado internacional com a Arábia Saudita anunciando corte nas exportações e de sinais otimistas emitidos pela OPEP. O FMI divulgou novas expectativas de crescimento global, alterando o crescimento de 2017 para 3,6% (anterior de 3,5%) e 2018 para 3,7% (anterior em 3,6%). Segundo o FMI, a recuperação está se mostrando mais forte.

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O Presidente da Catalunha fez discurso dizendo que a região tem direito a independência, mas que era importante reduzir tensões. Propôs o diálogo com a Espanha e pediu mediação da União Europeia no assunto. Sua posição pegou os separatistas de surpresa e lideranças não ficaram satisfeitas. Os mercados reagiram positivamente ao discurso de Carles Puigdemont.

Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 2,52%, com o barril cotado a US$ 50,83. O euro era transacionado em US$ 1,181 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,34%. O ouro e a prata tiveram dia de alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto. O minério de ferro teve mais um dia de queda de 2,0% na China.

Internamente a FGV anunciou o indicador de desemprego em queda de 0,5 ponto para 97,6 pontos. O IBGE estimou a safra 2017 em alta de 30,3% com produção de 242 milhões de toneladas. A agência de classificação de risco Moody’s falou sobre o Brasil dizendo que a Previdência consome 50% do orçamento brasileiro e juros da dívida outros 25%. Falou que é improvável a estabilização da relação dívida/PIB e que estará revendo rating no primeiro trimestre de 2018. Se não forem feitas reformas, a perspectiva seguirá negativa.

O presidente do Bacen, Ilan Goldfjan, deu boas declarações na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) sobre o estágio atual da economia e desinflação afetando positivamente o poder de compra e falou da necessidade de reformas. Políticos disseram ser muito difícil aprovar algo forte nesse ano e no próximo em função das eleições.

O secretário Mansueto de Almeida declarou que o Brasil tem a segunda maior relação dívida/PIB entre os emergentes e que o fiscal se deteriorou tanto que corre o risco de não cumprir a regra de ouro. Sobre isso, sugerimos ler o artigo publicado em nosso site site na data de hoje. Na sequência dos mercados, os DIs terminaram o dia com queda de juros para os principais vencimentos e o dólar com queda de 0,06% e cotado a R$ 3,184. Na B3, os investidores estrangeiros na sessão de 06 de outubro, retiraram recursos no montante de R$ 97,8 milhões, deixando o saldo positivo de outubro em R$ 128,2 milhões e o ano com ingresso líquido de R$ 14,9 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda nas principais bolsas europeias, com Londres em alta de 0,40%, Paris com -0,04% e Frankfurt com -0,21%. Madri e Milão com quedas de 0,95% e 0,63%. No mercado americano, dia de alta do Dow Jones de 0,30% e Nasdaq com +0,11%. Na B3, dia de alta de 1,55% e índice em 76897 pontos. Destaque para Petrobras acompanhando o preço do óleo no exterior.

Na agenda de amanhã, teremos o IPC da Fipe da primeira quadrissemana de outubro, a primeira prévia do IGP-M e as vendas no varejo do mês de agosto. Nos EUA, a última ata do FOMC do FED e discursos de dois dirigentes do FED (São Francisco e Chicago).

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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