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BRASÍLIA, 4 Mar (Reuters) – O advogado Sepúlveda Pertence,
defensor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou
nesta quarta-feira que a presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF), Cármen Lúcia, não deu indicações se iria pautar logo o
habeas corpus preventivo do petista a fim de evitar a prisão
após o julgamento dos embargos declaratórios pelo Tribunal
Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que questionam pontos da
condenação do petista no processo do tríplex do Guarujá (SP).
Ex-presidente do STF, Sepúlveda reuniu-se por 25 minutos com
Cármen Lúcia no seu gabinete da corte.
Por meio do habeas corpus pendente de apreciação pelo
Supremo, a defesa de Lula tenta evitar a execução imediata da
pena contra Lula após apreciado os últimos recursos pelo TRF-4.
Defende que ele permaneça em liberdade até que sejam apreciados
todos os recursos cabíveis, o chamado trânsito em julgado do
processo.
Na saída do encontro, realizado a seu pedido, Pertence foi
evasivo com os jornalistas sobre o teor da conversa com a
presidente do STF. Questionado se a ministra deu sinal se
colocaria em pauta o habeas corpus de Lula, ele disse apenas que
"não".
O defensor do ex-presidente também foi perguntado sobre se
pretende apresentar um novo habeas corpus ao Supremo, mas se
esquivou. "Tática não se revela", respondeu. Tampouco respondeu
se a indefinição do Supremo deixaria o caso mais delicado.
"Vamos ver", disse.
A presidente do STF tem se mostrado irredutível a atender a
esses pleitos. Ela já antecipou a divulgação da pauta do
plenário para o mês de abril -antes do que ocorre comumente, na
última semana do mês corrente- e não incluiu nenhuma das ações
ou recursos que poderiam levar à rediscussão da prisão após
esgotados os recursos em segunda instância.

(Por Ricardo Brito
Edição de Maria Pia Palermo)
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