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Por Delphine Schrank

PORTO DE ENTRADA DE SAN YSIDRO (Reuters) – Cerca de 140 migrantes centro-americanos esperavam ansiosamente no lado mexicano da fronteira dos Estados Unidos na terça-feira, depois de uma segunda noite em um acampamento improvisado, determinados a permanecer no local até que seus pedidos de asilo sejam avaliados.

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Na noite de segunda-feira, as autoridades dos EUA autorizaram oito mulheres e crianças da caravana de imigrantes da América Central que buscam asilo nos EUA a entrarem no país pela fronteira do México, aumentando esperanças entre seus companheiros que permaneciam acampados do lado de fora da travessia fronteiriça.

Juntando pessoas pelo caminho, a caravana saiu há um mês em uma viagem de 3.200 quilômetros pelo México até a fronteira com os Estados Unidos, atraindo atenção da mídia norte-americana após o presidente Donald Trump usar o Twitter para exigir que tais grupos não fossem autorizados a entrar e pedir leis de imigração mais rígidas.

As mãos de seu governo estão atadas, no entanto, por regras internacionais obrigando os EUA a aceitar solicitações de asilo. A maior parte das pessoas na caravana disse estar fugindo de ameaças de morte, extorsão e violência de poderosas gangues de rua.

Dezenas de membros da caravana dormiram a céu aberto pela segunda noite fria nos arredores do movimentado porto de entrada de San Ysidro, após comemorarem no fim da segunda-feira a notícia de que a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) havia aberto o portão para oito mulheres e crianças.

Os que ficaram para trás disseram que irão continuar a manifestação pacífica até que tenham ao menos permissão para contar suas histórias para autoridades de fronteira e tentar convencê-las do porque não é seguro voltar para casa. A caravana chegou a ter 1.500 pessoas em um ponto, mas desde então diminuiu para algumas centenas.

“Nós cruzamos o México inteiro”, disse Angel Cáceres, que disse ter fugido de Honduras com seu filho de cinco anos após seu irmão e sobrinho serem assassinados e sua mãe ser agredida e estuprada. Eles irão permanecer, segundo Cáceres, “até que a última pessoa esteja dentro, por quanto tempo for necessário”.

Não está claro quando mais pessoas do grupo terão permissão para fazer seus pedidos de asilo. Uma porta-voz da CBP disse que o porto de entrada está congestionado com outros imigrantes não documentados, e que membros da caravana podem ter que aguardar no México temporariamente.

A maior parte dos pedidos de asilo de centro-americanos é negada, resultando em detenção e deportação. O governo Trump diz que muitos pedidos são falsos, auxiliados por brechas legais.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, acusou organizadores da caravana de convencerem pessoas a deixarem suas casas para seguir uma agenda de “fronteiras abertas”.

    Somente duas das dezenas de pessoas na caravana que falaram à Reuters durante o mês passado disseram saber da existência da caravana antes de deixarem suas casas. Elas disseram que isto não desempenhou um papel na decisão de fugir do que descreveram como condições temíveis.

Requerentes de asilo precisam demonstrar um temor bem fundamentado de perseguição em casa, mais frequentemente de uma entidade estatal. Centro-americanos não vão bem em tais pedidos porque o Estado é raramente visto como diretamente responsável pelas situações de ameaça à vida que deixam para trás.

Autoridades fronteiriças dos EUA disseram em comunicado no fim de semana que algumas pessoas associadas à caravana foram pegas tentando passar pela cerca fronteiriça.

Trump protestou na segunda-feira contra um sistema que pode fazer com que alguns membros da caravana fiquem nos EUA até que seus casos sejam resolvidos, por conta da escassez de camas em centros de detenção e regras que limitam quanto tempo mulheres e crianças podem ser mantidas.

(Reportagem de Delphine Schrank; Reportagem adicional de Frank Jack Daniel, na Cidade do México)
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