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Por Joseph Ax
10 Nov (Reuters) – Uma mulher acusou o candidato republicano
ao Senado dos Estados Unidos Roy Moore, do Alabama, de tomar a
iniciativa de um encontro sexual quando ela tinha 14 anos e ele
tinha 32, afirmou o jornal Washington Post na quinta-feira,
levando correligionários de primeiro escalão a dizerem que ele
deveria se afastar se as alegações forem verdadeiras.
Moore, que está com 70 anos e foi o principal juiz do
Estado, negou veementemente as alegações, que classificou como
"completamente falsas e um ataque político desesperado".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gostaria que
Moore se afastasse se as alegações contra ele forem verdadeiras,
disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders,
nesta sexta-feira.
"Como a maioria dos americanos, o presidente acredita que
não podemos permitir que uma mera alegação, neste caso de muitos
anos atrás, destrua a vida de uma pessoa", disse Sanders.
"Entretanto, o presidente também acredita que, se estas
alegações forem verdadeiras, o juiz Moore fará a coisa certa se
afastando", afirmou enquanto Trump chegava ao Vietnã, uma etapa
de sua viagem de 12 dias pela Ásia.
Em uma série de tuítes publicados mais tarde no mesmo dia,
Moore qualificou as alegações publicadas contra si como parte de
uma tentativa de "silenciar e calar cristãos conservadores como
vocês e eu", acrescentando que "eu jamais desistirei da luta!"
Mitch McConnell, líder republicano do Senado que trabalha
com uma maioria apertada de 52 a 48, pediu que Moore desista da
corrida "se estas alegações forem verdadeiras". Vários outros
colegas de partido, como os senadores texanos John Cornyn e Ted
Cruz e o senador Mike Lee, de Utah, todos apoiadores de Moore,
ecoaram este sentimento.
Ao menos dois senadores republicanos, John McCain, do
Arizona, e John Thune, da Dakota do Sul, disseram que Moore
deveria se afastar imediatamente — McCain qualificou as
acusações como "profundamente perturbadoras e desabonadoras".
Leigh Corfman, hoje com 53 anos, contou ao Post que conheceu
Moore em um tribunal em 1979, quando Moore se ofereceu para lhe
fazer companhia em um banco do lado de fora de uma sala de
audiências onde sua mãe tratava de um procedimento de concessão
de guarda infantil.
Moore, à época um procurador-geral assistente, pediu o
telefone da menina e dias depois a levou para sua casa, onde os
dois se envolveram em atividades sexuais antes de ela pedir para
ser levada para casa, disse Corfman.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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