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2 Mai (Reuters) – A Cambridge Analytica, empresa envolvida
em uma controvérsia sobre o tratamento de dados de usuários do
Facebook , e sua controladora britânica SCL Elections
estão encerrando as atividades imediatamente, disse a companhia
nesta quarta-feira.
A SCL Elections e a Cambridge Analytica iniciarão o processo
de falência, informou a empresa, depois de perder clientes e
enfrentar custos legais crescentes após notícias de que a
empresa coletou dados pessoais de usuários do Facebook a partir
de 2014.
"O assédio de cobertura da mídia afastou praticamente todos
os clientes e fornecedores da empresa", disse o comunicado da
companhia. "Como resultado, foi determinado que não é mais
viável continuar operando o negócio, o que deixou a Cambridge
Analytica sem uma alternativa realista para colocar a empresa na
administração."
As alegações de uso indevido de dados em 87 milhões de
usuários do Facebook pela Cambridge Analytica, que foi
contratada pela campanha eleitoral do presidente Donald Trump em
2016, prejudicaram as ações da maior rede social do mundo e
motivaram múltiplas investigações oficiais.
"Ao longo dos últimos meses, a Cambridge Analytica tem sido
alvo de numerosas acusações infundadas e, apesar dos esforços da
empresa para corrigir o registro, tem sido difamada por
atividades que não são apenas legais, mas também amplamente
aceitas como componente padrão da publicidade online em ambas as
arenas política e comercial ", disse o comunicado da empresa.
A empresa está fechando efetivamente nesta quarta-feira e os
funcionários foram instruídos a entregar os seus computadores,
informou o Wall Street Journal.
A Cambridge Analytica faz parte da SCL Group, empreiteira do
governo e exército que diz trabalhar em tudo, desde pesquisa de
segurança alimentar até combate a narcóticos e campanhas
políticas. A SCL foi fundada há mais de 25 anos, de acordo com
seu site.
A Cambridge Analytica foi criada por volta de 2013, com foco
inicialmente nas eleições dos Estados Unidos, tendo o apoio de
15 milhões de dólares do bilionário doador Robert Mercer e um
nome escolhido pelo futuro conselheiro da Casa Branca de Trump,
Steve Bannon, informou o New York Times.
A Cambridge Analytica se comercializou como fornecedora de
pesquisa de consumo, publicidade direcionada e outros serviços
relacionados a dados para clientes políticos e corporativos.
Depois que Trump ganhou a Casa Branca em 2016, em parte com
a ajuda da empresa, o presidente-executivo da Cambridge
Analytica, Alexander Nix, foi a mais clientes para apresentar
seus serviços, informou o NYT no ano passado.
A empresa se gabou de que poderia desenvolver perfis
psicológicos de consumidores e eleitores, o que era um "molho
secreto" que costumava influenciá-los de forma mais eficaz do
que a publicidade tradicional.
Uma pergunta não respondida no Conselho Especial na
investigação de Robert Mueller sobre uma possível cooperação
entre a campanha de Trump e a Rússia é se a Agência de Pesquisa
da Internet da Rússia ou a inteligência russa usaram dados do
Facebook ou de outras fontes obtidos pela Cambridge Analytica
para ajudar Trump a combater Hillary Clinton.
Bannon era ex-vice-presidente da empresa londrina, e Mueller
pediu que fornecesse documentos internos sobre como seus dados e
análises eram usados ??na campanha de Trump, de acordo com
fontes familiarizadas com a investigação.
(Por Munsif Vengattil em Bengaluru)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447509))
REUTERS SI GM


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