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BUENOS AIRES, 14 Jun (Reuters) – A Câmara dos Deputados
argentina aprovou nesta quinta-feira em votação apertada um
projeto lei que legaliza o aborto durante as primeiras 14
semanas de gravidez, uma proposta que dividiu profundamente o
país.
O projeto, que agora irá ao Senado e incluirá o aborto no
sistema público de saúde, foi aprovado na câmara com 129 votos
favoráveis e 125 contrários após um debate que durou a noite
toda.
"Estamos lidando com uma questão de saúde pública que não
pode ser abordada com espetáculos, nem moralismos, muito menos
com a religião", disse a congressista de oposição Mayra Mendoza,
uma das principais forças por trás do projeto, em um discurso.
"Este também é um assunto de justiça social".
A oposição, assim como os aliados do presidente Maurício
Macri, estava dividida na questão. Macri encorajou os membros de
seu partido a votarem como preferissem, embora ele se opusesse à
proposta.
A Argentina, como a maioria dos países na América Latina,
atualmente permite o aborto em casos específicos, incluindo
casos de estupro e de ameaças à vida da mãe. Grupos de direitos
já criticaram a necessidade da permissão de um juiz, que
normalmente resulta em longos atrasos ou negação do
procedimento.
O projeto de lei enfatiza o perigo que as mulheres
argentinas sofrem ao buscar abortos clandestinos, principalmente
as mais pobres.
(Reportagem de Maximiliano Rizzi e Caroline Stauffer)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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