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WASHINGTON, 12 Nov (Reuters) – O presidente do comitê
encarregado de redigir a proposta de reforma fiscal na Câmara
dos Deputados dos Estados Unidos disse neste domingo que não
aceitaria a eliminação total das deduções fiscais estaduais e
locais na versão final da legislação tributária.
"Estou convencido de que é onde nós vamos acabar", disse o
presidente do comitê de Meios e Recursos, Kevin Brady, em
entrevista ao "Fox News Sunday". Questionado se poderia garantir
isso aos membros republicanos do Congresso que enfrentam a
reeleição no próximo ano em Estados democratas, ele afirmou: "Eu
posso".
A atual dedução federal para impostos estaduais e locais e
impostos sobre vendas (Salt, na sigla em inglês) é a principal
diferença entre a versão da Câmara para a reforma tributária e
uma proposta do Senado revelada na semana passada.
Parlamentares das duas Casas devem resolver suas diferenças
sobre a maior revisão da lei tributária dos EUA em décadas antes
de atingir seu objetivo de promulgar a legislação até o final do
ano.
Brady desenhou suas linhas de batalha sobre a eliminação
total da dedução da SALT, uma grande preocupação para os
contribuintes em Estados com alta carga tributária e com
inclinação democrata, como Califórnia, Nova York, Nova Jersey,
Connecticut e Massachusetts.
Perguntado se a Câmara não aceitaria uma eliminação total da
dedução Salt, caso seja aprovada pelo Senado, Brady disse: "É o
que eu estou dizendo".
"Queremos que as pessoas mantenham mais do que ganham,
independentemente de onde vivem, inclusive nestes Estados com
impostos elevados", disse ele.
O plano do Senado revogou totalmente a dedução SALT. O
projeto de lei da Câmara a revogou apenas para rendas estaduais
e locais e impostos sobre vendas, mas a mantém para impostos
imobiliários de até 10 mil dólares.
(Por Doina Chiacu)
((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM


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