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Por Walter Bianchi e Nicolás Misculin
MAR DEL PLATA/BUENOS AIRES, 22 Nov (Reuters) – A busca por
um submarino argentino que desapareceu há uma semana no
Atlântico Sul entrou em uma fase crítica nesta quarta-feira, uma
vez que seus tripulantes podem começar a sofrer com falta de
oxigênio.
O submarino ARA San Juan pode estar sem propulsão e submerso
devido a uma falha elétrica, o que deixaria seus tripulantes com
pouco oxigênio, caso não tenham sido capazes de renová-lo nos
últimos dias.
"Estamos na parte crítica, especialmente no que se refere ao
oxigênio. Não temos nenhum rastro", disse o porta-voz das Forças
Armadas, Enrique Balbi, em Buenos Aires.
Mesmo assim, Balbi expressou esperança de que o clima
favorável desta quarta-feira permitirá novidades na busca,
depois que o vento forte e algumas tempestades durante o final
de semana dificultaram as operações de resgate, das quais
participam cerca de 4 mil pessoas e aproximadamente 30 aviões e
barcos da Argentina, Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e
Chile.
Até agora, uma superfície de quase 500 mil quilômetros
quadrados onde acredita-se que o submarino pode estar foi
patrulhada pelo ar, embora ainda falte rastrear uma ampla área
de forma marítima.
Os familiares dos tripulantes começaram a mostrar desespero
na cidade de Mar del Plata, onde o submarino deveria ter chegado
no começo da semana.
"Viemos hoje porque tínhamos esperança de que tinham
voltado. É incompreensível que tenha passado tanto tempo. Temos
muita dor", disse à Reuters Elena Alfaro, irmã de Cristian
Ibáñez, especialista em radares que estava no submarino.
A embarcação deixou a cidade de Ushuaia no dia 13 de
novembro a caminho de Mar del Plata, uma cidade turística
localizada 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires, e deveria ter
chegado a sua base no último domingo ou segunda-feira. A última
vez que o submarino fez contato com o continente foi no dia 15
de novembro.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP AC


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