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SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) – O Brasil melhorou seus padrões
de segurança alimentar e está trabalhando com parceiros
comerciais para evitar que importadores proíbam produtos de
carne do país após o anúncio de uma nova etapa da operação Carne
Fraca, no início do mês, disse o ministro da Agricultura, Blairo
Maggi, nesta terça-feira.
A operação denunciou fraudes na fiscalização sanitária de
produtos e a omissão da presença da bactéria Salmonella em
produtos da BRF , maior exportadora global de carne de
frango.
Falando com repórteres nos bastidores do Fórum Mundial
Econômico da América Latina em São Paulo, Maggi disse que
algumas unidades produtoras poderiam ser banidas por países
importadores devido a novas investigações de empresas
investigadas na operação.
Na semana passada, o ministério de Maggi suspendeu
preventivamente as exportações de fábricas nas cidades de Rio
Verde e Mineiros, nos Estado de Goiás, e em Carambeí, no Paraná.
Todas pertencem à BRF , principal alvo da terceira
fase da operação.
A suspensão envolve envios a 12 países que pedem controles
específicos para a bactéria da Salmonella, incluindo a África do
Sul, Coreia do Sul e a União Europeia.
"A Europa é sempre muito crítica do Brasil desde a primeira
operação Carne Fraca", disse Maggi. "Temos dito a eles que
nossos padrões foram revisados e nossos controles se tornaram
mais rígidos."
Quando perguntado sobre se a proibição seria expandida,
Maggi disse que há várias linhas da investigação e novas
evidências podem vir à tona com os testemunhos dados por pessoas
colaborando com as autoridades em acordos de delação.
(Por Ana Mano)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7721))
REUTERS IM RS


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